Goiânia assegura continuidade de proteção contra o VSR com renovação do Palivizumabe para crianças de alto risco
Secretaria Municipal de Saúde inicia atualização de processos para manter a imunização passiva de bebês vulneráveis, diante da sazonalidade das doenças respiratórias e das diretrizes do SUS

A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) deu início à renovação dos processos administrativos que garantem a aplicação do Palivizumabe, anticorpo monoclonal indicado para a prevenção de infecções graves causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente associado à bronquiolite e a quadros respiratórios severos em lactentes. A medida assegura a continuidade do tratamento para crianças que já haviam iniciado o uso do medicamento no ano anterior, preservando a proteção em um período de maior circulação viral.
De alto custo e uso criterioso no Sistema Único de Saúde (SUS), o Palivizumabe é destinado a bebês com maior risco de complicações, como prematuros extremos, crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade e portadores de cardiopatias congênitas. Administrado por via intramuscular, o fármaco atua como anticorpo pronto, oferecendo defesa imediata ao organismo infantil, cuja resposta imunológica ainda é imatura.
Segundo a SMS, os pais ou responsáveis devem comparecer à Gerência de Assistência Farmacêutica, no Paço Municipal, em horário comercial, para formalizar a renovação. É necessária a apresentação de relatório médico que justifique a continuidade do tratamento, além de prescrição atualizada. A exigência segue protocolos técnicos e visa assegurar o uso adequado do medicamento, em consonância com as normas de incorporação tecnológica do SUS.
A gestão municipal destaca que, embora o Ministério da Saúde tenha incorporado recentemente outra alternativa terapêutica para o enfrentamento do VSR em grupos de risco, não haverá abertura de novos processos para o Palivizumabe. A prioridade, neste momento, é garantir que as crianças que já iniciaram o esquema não tenham interrupções, evitando hospitalizações e agravamentos clínicos durante o período crítico das infecções respiratórias.
As aplicações do medicamento ocorrerão em unidade de saúde definida pela rede municipal, com calendário previamente estabelecido, respeitando o intervalo técnico entre as doses. O esquema completo prevê seis administrações mensais consecutivas, conforme recomendação clínica.
A SMS reforça que a continuidade do Palivizumabe integra uma estratégia mais ampla de vigilância e prevenção em saúde infantil, especialmente voltada à redução de internações, complicações respiratórias e mortalidade evitável entre bebês em situação de maior vulnerabilidade.
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