Goiânia amplia programa Adote Uma Praça e recebe pedidos para 15 bairros da capital
Prefeitura analisa 19 solicitações de adoção de áreas públicas e formaliza primeira parceria da atual gestão no Setor Central; programa deve ser expandido para mais de 100 espaços, segundo o prefeito.

A Prefeitura de Goiânia registrou um novo avanço no programa Adote Uma Praça, que busca ampliar a participação da iniciativa privada na conservação de áreas públicas da capital. Atualmente, o município possui 21 solicitações protocoladas, das quais 19 seguem em análise, distribuídas por 15 bairros. Nesta sexta-feira (31), foi formalizado o primeiro termo de cooperação da atual administração, referente à Praça Arquiteto Neddermeyer, no Setor Central.
A iniciativa permite que empresas, associações, entidades e demais interessados assumam a manutenção de praças, canteiros, rotatórias e outros espaços públicos, mediante autorização do município e cumprimento das regras estabelecidas pela legislação vigente.
Programa amplia participação da iniciativa privada
O programa tem como objetivo fortalecer a conservação de espaços públicos por meio da cooperação entre o poder público e a sociedade civil organizada.
Em troca da manutenção das áreas adotadas, os participantes podem divulgar institucionalmente suas marcas nos locais, observando os limites e critérios estabelecidos pela regulamentação municipal.
Segundo dados da Prefeitura, entre os processos atualmente em tramitação estão pedidos apresentados por empresas, incorporadoras, associações de moradores, entidades sociais, estabelecimentos comerciais e também pessoas físicas.
Pedidos contemplam diferentes tipos de áreas públicas
Os requerimentos protocolados não se limitam apenas às praças.
De acordo com o levantamento da administração municipal, há solicitações envolvendo:
- praças públicas;
- canteiros centrais;
- rotatórias;
- Áreas Públicas Municipais (APMs);
- um beco urbano.
Entre os processos analisados também houve um pedido para adoção do Parque Vaca Brava, localizado no Setor Bueno. Entretanto, a proposta foi considerada inviável por não atender às regras previstas na regulamentação atual do programa.
Primeira parceria da gestão é assinada no Centro
O primeiro acordo oficializado pela atual administração contempla a Praça Arquiteto Neddermeyer, localizada no Setor Central.
O termo de cooperação foi firmado com a empresa CRD Participações e Investimentos em Saúde Ltda., instalada nas proximidades da praça.
Segundo a Prefeitura, o espaço recebeu melhorias em bancos, gramado e pavimentação. Durante a assinatura do termo, o prefeito Sandro Mabel afirmou que pretende solicitar à Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) novos investimentos paisagísticos, incluindo a implantação de canteiros floridos no local.
Prefeitura pretende ampliar programa
Durante entrevista coletiva, o prefeito afirmou que a meta da administração é expandir significativamente o número de espaços contemplados pelo programa.
Segundo Sandro Mabel, o objetivo é alcançar entre 100 e 150 áreas públicas adotadas ao longo da gestão.
De acordo com o prefeito, o modelo permite que servidores municipais sejam direcionados para locais que ainda não possuem parceiros responsáveis pela manutenção, ampliando a cobertura dos serviços de conservação em diferentes bairros.
A expectativa da administração é que a colaboração da iniciativa privada contribua para melhorar a qualidade dos espaços públicos sem aumentar os custos operacionais do município.
Nova regulamentação mudou critérios
Embora o programa exista desde 2019, a Prefeitura afirma que um novo decreto publicado neste ano reorganizou o funcionamento da iniciativa.
Entre as principais alterações estão a diferenciação entre pedidos destinados apenas à conservação dos espaços e aqueles que envolvem obras ou intervenções estruturais.
Nos casos em que houver modificações físicas, tornou-se obrigatória a apresentação de projeto básico e análise técnica específica.
A regulamentação também estabeleceu novas etapas para aprovação das propostas, incluindo:
- publicação dos pedidos no Diário Oficial do Município;
- período para manifestação de outros interessados;
- análise da viabilidade técnica;
- avaliação do interesse público;
- participação da Secretaria Municipal de Gestão de Negócios e Parcerias (Segenp).
Além disso, o decreto definiu regras para instalação de publicidade institucional e hipóteses de encerramento dos termos de cooperação.
Histórico do programa
O Adote Uma Praça foi criado durante a gestão do então prefeito Iris Rezende, após aprovação de legislação municipal em 2017 e regulamentação em 2019.
Posteriormente, a iniciativa foi mantida nas administrações seguintes, embora tenha registrado oscilações no número de adesões.
Segundo levantamento da Prefeitura, o programa acumulou 96 propostas desde sua criação. Nos primeiros anos houve maior procura, seguida por redução no ritmo de novos pedidos entre 2021 e 2025.
A administração municipal informou que ainda realizará um levantamento dos processos protocolados em gestões anteriores que permanecem pendentes de análise.
Parque Vaca Brava segue fora do programa
Durante a apresentação do balanço, Sandro Mabel voltou a mencionar o interesse em ampliar modelos de parceria também para parques municipais.
No entanto, a legislação atual do Adote Uma Praça não contempla esse tipo de equipamento público.
Por esse motivo, a proposta apresentada para o Parque Vaca Brava foi rejeitada.
Segundo representantes da Secretaria Municipal de Gestão de Negócios e Parcerias, a adoção de parques exige outro modelo jurídico, baseado em processos de concessão pública, cuja viabilidade ainda está em estudo pela administração municipal.
Novos projetos para espaços urbanos
Além das praças, o município também prevê ações para outros locais públicos.
Entre os espaços mencionados pela Prefeitura está o Beco da Rua 8, que poderá integrar futuras parcerias dentro do programa.
O prefeito também voltou a defender a proposta de transformar a área atualmente ocupada pelo mercado aberto da Avenida Paranaíba em uma praça destinada à realização de eventos culturais e de convivência, projeto que ainda depende de estudos e definições por parte da administração municipal.
Com o aumento do número de interessados e a atualização das regras, a Prefeitura aposta que o programa deverá ganhar maior alcance nos próximos meses, ampliando a participação da sociedade na conservação dos espaços públicos e fortalecendo a política de revitalização urbana da capital.
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