Goiânia amplia acesso a contraceptivo de longa duração e passa a oferecer implante hormonal em unidades da rede básica
Implante subdérmico de etonogestrel começa a ser disponibilizado em dezenas de unidades de saúde para mulheres de grupos prioritários, reforçando estratégias de planejamento reprodutivo no sistema público municipal

A rede municipal de saúde de Goiânia iniciou a oferta do implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel, conhecido comercialmente como Implanon, em unidades da atenção primária. O método, considerado um dos contraceptivos reversíveis mais eficazes da medicina contemporânea, passa a ser disponibilizado gratuitamente para mulheres pertencentes a grupos prioritários atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A iniciativa é conduzida pela Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) e integra uma política de ampliação das estratégias de planejamento reprodutivo no município. Na fase inicial de implementação, foram disponibilizados 650 implantes hormonais distribuídos em 48 unidades da rede básica, abrangendo centros de saúde, unidades de saúde da família e maternidades municipais.
O dispositivo consiste em uma pequena haste flexível inserida sob a pele do braço, responsável por liberar continuamente o hormônio etonogestrel. O mecanismo inibe a ovulação e modifica o ambiente uterino, reduzindo de forma significativa a probabilidade de gravidez não planejada. Estudos clínicos apontam eficácia superior a 99% durante até três anos de duração, o que coloca o método entre os contraceptivos de longa ação mais utilizados em programas públicos de saúde em diversos países.
Segundo a gestão municipal, a oferta do implante segue critérios de priorização voltados a populações que enfrentam maior vulnerabilidade social, sanitária ou econômica. Entre os grupos contemplados estão adolescentes, mulheres em situação de rua, vítimas de violência doméstica ou sexual, mulheres negras, quilombolas e indígenas, além de pessoas que vivem com HIV ou apresentam transtornos mentais graves ou deficiência intelectual.
Também estão incluídas mulheres privadas de liberdade, trabalhadoras do sexo e aquelas com três ou mais filhos, perfis que frequentemente enfrentam maior dificuldade de acesso regular a métodos contraceptivos de média ou longa duração. A política busca reduzir desigualdades no acesso à saúde reprodutiva e ampliar a autonomia das mulheres na decisão sobre a maternidade.
O acesso ao implante exige avaliação prévia realizada nas unidades básicas de saúde. Durante o atendimento, a usuária participa de consulta multiprofissional de planejamento familiar, etapa em que profissionais apresentam os métodos contraceptivos disponíveis na rede pública — como pílulas hormonais, preservativos, dispositivos intrauterinos e injetáveis — e esclarecem indicações, contraindicações, benefícios e possíveis efeitos adversos.
Caso a mulher opte pelo implante, o procedimento é agendado para inserção por profissional capacitado. A aplicação é rápida, realizada sob anestesia local e exige treinamento técnico específico para garantir segurança clínica e correta colocação do dispositivo.
Para viabilizar o novo serviço, a Secretaria Municipal de Saúde promoveu capacitações teóricas e práticas voltadas a médicos e profissionais de enfermagem da rede. Os treinamentos abordaram técnicas de inserção e retirada do implante, critérios de elegibilidade clínica e protocolos de acompanhamento das usuárias.
A introdução do método também exigiu adequações logísticas nas unidades de saúde, incluindo distribuição de insumos, definição de fluxos assistenciais e orientação às equipes responsáveis pelo atendimento.
Especialistas em saúde pública observam que a ampliação do acesso aos contraceptivos reversíveis de longa duração tem sido recomendada por organismos internacionais de saúde, como estratégia eficaz para reduzir gestações não planejadas e ampliar a autonomia reprodutiva. Esses métodos são particularmente relevantes em contextos de vulnerabilidade social, nos quais o acesso contínuo a consultas médicas ou farmácias pode ser limitado.
Ao incorporar o implante hormonal à rede básica, Goiânia passa a integrar um grupo crescente de municípios brasileiros que vêm adotando o dispositivo como parte de políticas públicas de saúde reprodutiva voltadas à redução de desigualdades e ao fortalecimento da atenção primária.
Confira a lista de unidades de saúde que ofertam o serviço:
Distrito Campinas Centro
CS Vila Canaã
CS Vila Moraes
CS Norte Ferroviário
CS Criméia Leste
USF Cidade Jardim
USF Leste Universitário
USF Crimeia Oeste
USF Santa Helena
Distrito Leste
UPA Novo Mundo
USF Ville de France
USF Jardim das Aroeiras
USF Jardim Dom Fernando
Distrito Sudoeste
CIAMS Novo Horizonte
USF Andreia Cristina
CS Vila Boa
USF Condomínio Das Esmeraldas
USF Jardim Caravelas
USF Eli Forte
USF Grajaú
CIAMS Novo Horizonte
Distrito Noroeste
CSF Vila Mutirão
CSF São Carlos
CSF Curitiba
CSF Boa Vista
CSF Alto Do Vale
CSF Finsocial
CSF Jd Primavera
Maternidade Nascer Cidadão
Distrito Norte
CS Benedito Dos Santos Vieira (Perim)
CS Campus Samambaia
CS Jardim Balneário Meia Ponte
USF Antonio Carlos Pires
USF Distrito Vila Rica
USF Jardim Guanabara I
USF São Judas Tadeu
USF Morada Vale dos Sonhos
Distrito Oeste
Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara
USF Buena Vista
USF Goiânia Viva
USF Jardim Do Cerrado IV
USF Luana Park
USF Vera Cruz II
USF Eldorado Oeste
USF Parque dos Buritis
USF Vila Regina
Distrito Sul
Hospital e Maternidade Dona Iris
CS Parque Amazônia
CS Hortência Mendonça Vila Redenção
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