24 de janeiro de 2026
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Funcionária é presa por esquema sofisticado de furto qualificado em distribuidora de cosméticos em Goiânia

Mulher desviava produtos e recursos da empresa utilizando falhas no sistema de controle interno; prejuízo pode ultrapassar R$ 100 mil. PM apreende cosméticos, dinheiro em espécie e desarticula cadeia de receptação que atuava em centros comerciais da capital
Encaminhada para a Central de Flagrantes de Goiânia, a mulher foi indiciada pela prática do crime de furto qualificado por abuso de confiança.

Uma trama de desvio sistemático de mercadorias e recursos financeiros foi desarticulada nesta semana por equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) em Aparecida de Goiânia, região metropolitana da capital. A operação resultou na prisão em flagrante de uma funcionária de 36 anos, acusada de furtar produtos e valores em espécie de uma distribuidora de cosméticos localizada no Jardim América, bairro de classe média consolidada da capital.

Além dela, um homem de 41 anos, apontado como receptador direto dos itens subtraídos, também foi detido. Segundo a Polícia Militar, a dupla mantinha uma rotina paralela de escoamento de produtos de beleza e higiene pessoal, valendo-se de lacunas no sistema de controle de estoque da empresa. A ação, coordenada com apoio do setor de inteligência da CPE, permitiu a recuperação imediata de R$ 30 mil em cosméticos e R$ 5.197,80 em dinheiro.


Investigação interna expôs falhas nos controles financeiros

O caso veio à tona após o setor administrativo da empresa detectar inconsistências recorrentes em relatórios de movimentação de estoque e operações financeiras incompatíveis com os registros oficiais. Conforme detalhado por um representante da distribuidora, orçamentos eram adulterados e pedidos expedidos clandestinamente, embalados nos fundos da loja sem qualquer registro formal no sistema de inventário.

A suspeita, segundo apuração preliminar, aproveitava-se da confiança institucional da função que exercia e da ausência de dupla checagem nos processos internos para montar um esquema de furtos contínuos, sem chamar atenção durante meses. A companhia estima que os desvios acumulados podem ultrapassar os R$ 100 mil, caso se confirmem outros lotes desviados que ainda estão sendo rastreados.


Receptador tinha atuação em quiosques e redes de varejo

Preso no mesmo dia da operação, o homem identificado como receptador afirmou manter pontos de venda em shoppings populares da capital. Ele confessou aos policiais que comprava os produtos com preços abaixo do mercado, ciente da origem ilícita. O pagamento era feito exclusivamente por transferências bancárias via PIX diretamente para contas pessoais da funcionária, sem qualquer envolvimento da empresa.

Especialistas em crimes empresariais consultados apontam que o caso revela vulnerabilidades estruturais comuns em negócios de médio porte, sobretudo em áreas como cosméticos, onde a rotatividade de produtos e a margem de lucro favorecem desvios quase imperceptíveis quando não há auditoria permanente.


Enquadramento penal e desdobramentos

Encaminhada à Central de Flagrantes de Goiânia, a funcionária foi indiciada por furto qualificado mediante abuso de confiança — crime previsto no artigo 155, §4º, inciso II, do Código Penal Brasileiro, cuja pena pode chegar a oito anos de reclusão. Já o homem deverá responder por receptação dolosa, conforme o artigo 180 do mesmo código.

A Polícia Civil irá conduzir o inquérito com base nos elementos colhidos pela CPE e pela perícia no material apreendido. As autoridades investigam ainda possíveis ramificações do esquema, inclusive a hipótese de outros colaboradores estarem envolvidos ou se beneficiando dos desvios.


Consequências para o setor privado

Casos como esse expõem os riscos da ausência de mecanismos robustos de compliance e controle de inventário. Em um setor competitivo como o de cosméticos — que movimentou mais de R$ 128 bilhões no Brasil em 2024, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) —, qualquer falha operacional pode abrir espaço para perdas relevantes.

A distribuidora, cujo nome foi preservado por questões de segurança, informou que está reforçando os protocolos de segurança interna e auditando todo o estoque retroativamente. Também foi iniciado o processo de desligamento imediato da funcionária.


Fontes consultadas:

  • Companhia de Policiamento Especializado (CPE)
  • Polícia Militar de Goiás

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Marcus

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