Força-tarefa em Goiânia vai retirar fios soltos e reorganizar rede aérea em ação conjunta com MPGO e Equatorial
Programa definirá bairros prioritários para remoção de cabos inutilizados e padronização de fiação, com participação de operadoras de telefonia e internet.
A cidade de Goiânia deve receber, nas próximas semanas, uma força-tarefa inédita voltada à remoção e reorganização da fiação aérea que se acumula em postes de energia por toda a capital. O plano, resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Goiânia, o Ministério Público de Goiás (MPGO) e a Equatorial Energia, será detalhado em reunião na próxima quinta-feira (9), às 14h, na sede do MPGO, e deve definir os primeiros bairros a serem contemplados e o nome oficial do programa.
O projeto surge como resposta à crescente precarização da rede de cabos, causada pelo acúmulo de fios de telefonia, internet e TV que permanecem nos postes mesmo após o fim de sua utilização. O problema, segundo especialistas e gestores municipais, vai além da estética: representa risco à segurança, à mobilidade e à integridade elétrica da cidade.
“Há uma determinação direta do prefeito Sandro Mabel para que esse problema seja resolvido. Fios soltos e baixos comprometem a passagem de pedestres, ciclistas e motociclistas, além de provocarem acidentes com caminhões em cruzamentos. É uma questão de segurança pública e de ordem urbana”, afirmou Hudson Novais, presidente da Agência de Regulação (AR) de Goiânia.
Remanejamento e fiscalização permanente
O plano prevê a participação direta das operadoras de telefonia e internet, que deverão se responsabilizar pela retirada dos fios obsoletos e pela reorganização dos cabos ativos conforme padrões técnicos de altura e segurança. A Equatorial Energia será responsável pela coordenação técnica e pelo controle da infraestrutura dos postes, enquanto o MPGO atuará na fiscalização jurídica e na garantia de cumprimento dos compromissos firmados.
“A ideia é limpar a cidade e garantir mais segurança, mobilidade e harmonia visual. Queremos também dar suporte ao comércio e aos serviços locais, que muitas vezes são prejudicados por fios caídos ou rompidos”, destacou Novais.
Entre as regiões que devem ser priorizadas, estão áreas de grande fluxo e visível comprometimento da fiação, como o Centro, Campinas, Jardim América, Negrão de Lima, Fama, Avenida Marquês de Rondon e as imediações do Flamboyant Shopping, incluindo a Avenida Jamel Cecílio.
Segundo o presidente da AR, a escolha dos locais seguirá critérios técnicos de gravidade e risco.
“Não vamos começar pelos pontos mais simples. A meta é atacar primeiro as áreas críticas, onde há maior acúmulo de fios e risco iminente de acidentes”, explicou.
Programa de caráter contínuo
A força-tarefa tem caráter permanente, e o objetivo é criar uma política pública duradoura para evitar que o problema volte a se repetir. A Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic) deverá integrar o processo fiscalizatório, com poder de aplicar multas às empresas que não cumprirem as determinações. A Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) e a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) atuarão no suporte operacional e na destinação correta do material recolhido.
A iniciativa se inspira em experiências anteriores, como o programa “Cidade Segura”, que retirou cerca de 89 toneladas de fios inutilizados em oito bairros entre 2021 e 2023, e no projeto estadual “Poste Limpo”, desenvolvido pelo MPGO em parceria com municípios goianos.
Avanço urbano e prevenção de riscos
Além da melhoria visual, o reordenamento da fiação aérea visa prevenir curtos-circuitos, interrupções de energia e acidentes urbanos. A desorganização dos cabos pode causar incêndios, sobrecarga na rede e ferimentos em pedestres, sobretudo em vias estreitas e com postes sobrecarregados.
O plano conjunto entre Prefeitura, MPGO e Equatorial busca, portanto, estabelecer um novo padrão técnico de ocupação dos postes, conciliando infraestrutura elétrica, serviços de comunicação e urbanismo.
Com a força-tarefa, Goiânia dá início a uma etapa de reestruturação urbana voltada à segurança, eficiência e qualidade de vida, enfrentando um problema crônico que há anos compromete a paisagem e o cotidiano da capital.
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