Dupla é presa no aeroporto de Goiânia com malas de medicamentos para emagrecer
Passageiros vinham de Foz do Iguaçu e eram monitorados pela polícia; investigação apura possível uso de documentos de terceiros e origem dos produtos

Dois passageiros foram presos nesta sexta-feira (4) no Aeroporto Internacional de Goiânia, em Goiás, após desembarcarem de um voo procedente de Foz do Iguaçu, no Paraná, transportando duas malas com diversos medicamentos para emagrecer. Segundo a apuração divulgada pela TV Anhanguera e pelo g1, os passageiros estavam sendo monitorados pelo serviço de inteligência da Polícia Civil.
A abordagem ocorreu no aeroporto da capital goiana. Os nomes dos dois suspeitos não foram divulgados pelas autoridades. Por esse motivo, não foram localizadas manifestações das defesas até a publicação das informações.
A investigação começou depois que a polícia identificou uma movimentação considerada suspeita relacionada à viagem. Segundo a apuração, as passagens aéreas teriam sido compradas com o cartão de crédito de uma mulher que não faria parte da viagem. Ao perceber a transação, a titular do cartão procurou a polícia e relatou o ocorrido.
As informações levantadas durante a investigação indicaram ainda que os dois passageiros teriam utilizado documentos pertencentes a outras pessoas para realizar o deslocamento. A partir desses elementos, o serviço de inteligência passou a acompanhar a movimentação da dupla.
Abordagem ocorreu após desembarque
O monitoramento levou os policiais até o aeroporto de Goiânia, onde os passageiros foram abordados depois de desembarcarem.
Durante a ação, foram localizadas duas malas contendo diversos medicamentos para emagrecer. O material foi apreendido e passou a integrar a investigação sobre a procedência e a forma como os produtos estavam sendo transportados.
A ocorrência foi encaminhada para a Central Geral de Flagrantes de Goiânia, onde foram adotadas as providências policiais cabíveis.
De acordo com as informações divulgadas, a dupla pode responder por crimes relacionados ao uso de documento falso e ao transporte de medicamentos destinados a fins terapêuticos sem origem comprovada. O enquadramento definitivo, entretanto, depende da apuração do caso e das circunstâncias identificadas pela investigação.
Polícia investiga origem dos medicamentos
A apreensão não encerra a investigação. Um dos principais pontos a serem esclarecidos é a origem dos medicamentos encontrados nas malas e qual seria o destino dos produtos em Goiás.
Também deverão ser analisadas as circunstâncias envolvendo a compra das passagens e o uso de documentos de terceiros.
A procedência dos medicamentos é especialmente relevante porque produtos destinados a fins terapêuticos estão submetidos a regras sanitárias e de controle no Brasil. A regularidade da origem, da comercialização e do transporte precisa ser verificada individualmente pelas autoridades competentes.
Até o momento, não há informação que permita afirmar que todos os produtos apreendidos sejam falsificados. Por isso, a caracterização dos medicamentos deve permanecer vinculada à análise realizada pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Foz do Iguaçu já apareceu em investigação semelhante
O caso ocorre meses depois de outra operação realizada em Goiás envolvendo medicamentos para emagrecimento transportados a partir de Foz do Iguaçu.
Em março deste ano, três mulheres foram presas no Aeroporto Internacional de Goiânia durante a Operação Contrapreso, conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás (FICCO/GO). Na ocasião, segundo as autoridades, as investigadas realizavam viagens frequentes e de curta duração para Foz do Iguaçu e foram abordadas após retornarem à capital goiana com medicamentos considerados irregulares.
A existência daquele caso, entretanto, não significa que haja relação entre as duas ocorrências. Não há, nas informações disponíveis, confirmação de que os passageiros presos nesta sexta-feira façam parte da mesma investigação ou de um mesmo grupo.
Investigação continua
A prisão dos dois passageiros permite que a Polícia Civil avance na apuração sobre a origem dos medicamentos, a utilização de documentos de terceiros e a eventual participação de outras pessoas na operação.
Os produtos apreendidos também deverão ser submetidos às análises necessárias para esclarecer sua procedência e situação regular.
Até que a investigação seja concluída e eventual processo judicial tenha desfecho, os dois homens devem ser tratados como suspeitos, e não como culpados. A prisão representa uma medida adotada durante a apuração e não equivale a uma condenação.
O caso permanece sob investigação das autoridades policiais de Goiás.
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