22 de julho de 2024
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Com participação de Bolsonaro, Caiado e lideranças locais, congresso teve pautas de Política, Reforma Tributária e eleições.

Com participação de Jair Bolsonaro e Ronaldo Caiado, Evento político da direita falou em questões de violência, reforma tributária e Eleições 2024.
Governador Ronaldo Caiado, compara o Estado de Goiás no controle de facções ou de milícias em outros estados (Wildes Barbosa)

Pela quinta vez neste ano, em Goiânia, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participou do primeiro congresso do Instituto Harpia Brasil, uma organização de orientação política à direita que tem como objetivo formar lideranças políticas.

Além de Bolsonaro, o senador Wilder Morais (PL), o governador Ronaldo Caiado (UB) e representantes do setor produtivo fizeram palestras no evento, com parlamentares de outros estados participando de forma remota. Os discursos se concentraram em questões de segurança pública e também incluíram críticas à reforma tributária e ao governo de Lula (PT).

O evento foi liderado por Vitor Hugo, ex-deputado federal e ex-presidente do PL em Goiás, que também é um dos fundadores do instituto. Ele afirmou que o instituto é apartidário, embora tenha certeza de que seu objetivo principal é criar uma base para as próximas eleições.

Em entrevista, Bolsonaro destacou que, durante seus quatro anos como presidente, valorizou os policiais militares e que isso foi descoberto na diminuição da violência. Ele também tem uma política de teto de gastos durante seu mandato.

No entanto, um levantamento realizado pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública acordos uma redução de 30% nas mortes por arma de fogo, mas apontado um aumento nas mortes violentas e na expansão de áreas controladas por milícias.

Caiado concentrou seu discurso na segurança pública, comparando os números de Goiás com crises enfrentadas na Bahia e no Rio de Janeiro. Ele também fez um encontro em Buenos Aires com ex-presidentes conservadores da América Latina, onde discutiram o avanço do narcotráfico na região.

O governador reafirmou que em Goiás não há controle de facções ou milícias e defendeu as práticas de gestão das prisões no estado, incluindo a proibição de visitas íntimas, que foi alvo de críticas de organizações de direitos humanos.

Caiado também expressou preocupação com a reforma tributária, especialmente a concentração de arrecadação pelo Comitê Gestor, e criticou a mudança na tributação sobre o consumo no destino.

Bolsonaro se alinhou com Caiado nas questões da reforma tributária e criticou o que chamou de “caos econômicos no país”, embora tenha admitido não ter entendido detalhadamente as questões econômicas.

O evento teve um tom político, com críticas ao governo de Lula, ao Supremo Tribunal Federal e ao Tribunal Superior Eleitoral.

Bolsonaro também reiterou suas preocupações com o sistema eleitoral, mencionando possíveis fraudes nas eleições de 2018 e 2022, embora tenha considerado as eleições do ano passado como “página virada”.

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