Centro de Goiânia tem limite de velocidade elevado e Zona 40 passa a operar como Zona 50
Mudança entra em vigor nesta terça-feira e atinge o chamado “manto de Nossa Senhora”; Prefeitura aponta ganhos de fluidez e adequação técnica da sincronização semafórica
O Centro de Goiânia passou a operar, a partir da manhã desta terça-feira (3), com limite de velocidade ampliado de 40 km/h para 50 km/h nas vias que integram a área conhecida como “manto de Nossa Senhora”. A alteração, anunciada pela Prefeitura, encerra um ciclo iniciado em 2016, quando a redução para 40 km/h foi implementada como estratégia de segurança viária e reorganização do tráfego urbano.
A mudança foi apresentada pelo prefeito Sandro Mabel (UB) durante ato simbólico de substituição da sinalização no cruzamento da Avenida Araguaia com a Rua 3, um dos pontos centrais da área abrangida. Segundo a administração municipal, a decisão se baseia em estudos técnicos que indicam a necessidade de compatibilizar o limite de velocidade com a sincronização dos semáforos, além de buscar maior fluidez sem comprometer os padrões de segurança.
A Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET) informou que a implantação completa da nova sinalização vertical e horizontal será concluída em até três dias. Os radares fixos da região já foram reprogramados e passam a registrar infrações somente acima de 50 km/h, eliminando o período de transição para a fiscalização eletrônica.
De acordo com o prefeito, o limite anterior vinha gerando conflitos operacionais no sistema viário. “A velocidade de 40 km/h não se mostrava compatível com a dinâmica do Centro. A sincronização semafórica depende de um fluxo médio de 50 km/h para funcionar adequadamente, o que influencia diretamente na redução de paradas, retenções e conflitos entre veículos”, afirmou.
A antiga Zona 40, criada durante a gestão do ex-prefeito Paulo Garcia (PT), abrange o quadrilátero delimitado pelas avenidas Paranaíba, Tocantins e Araguaia, incluindo o entorno da Praça Cívica. Estão inseridas nesse perímetro vias estratégicas como a Avenida Goiás, Avenida Anhanguera, Rua 3, Rua 4, além das ruas 1, 2, 6 e 8 e demais transversais.
Ao longo de quase uma década, a medida foi alvo de críticas recorrentes por parte de motoristas e comerciantes, sobretudo pela percepção de lentidão excessiva. Dados históricos da gestão municipal, no entanto, indicam que o limite de 40 km/h contribuiu para a redução de acidentes na região central, ao mesmo tempo em que elevou o número de autuações por excesso de velocidade, reflexo do rigor na fiscalização.
A elevação para 50 km/h havia sido anunciada como intenção ainda em 2025, mas, à época, esbarrou em entraves técnicos relacionados à segurança viária e à adequação do sistema semafórico. Com a revisão dos estudos e ajustes operacionais, a Prefeitura avalia que o novo limite representa um equilíbrio entre fluidez, segurança e eficiência do trânsito no coração da capital.
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