Casal de Goianápolis é preso em operação binacional por suspeita de liderar tráfico internacional na fronteira Brasil–Paraguai
Investigações apontam que dupla coordenava a distribuição de drogas a partir da região de fronteira e mantinha vínculos com facção criminosa de alta periculosidade
Um casal residente em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia, foi preso nesta terça-feira (13) durante uma operação integrada entre forças de segurança do Brasil e do Paraguai, sob suspeita de chefiar uma estrutura de tráfico internacional de drogas com atuação na fronteira entre os dois países. As prisões ocorreram de forma simultânea em territórios distintos: a mulher foi detida em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, enquanto o homem foi capturado em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz divisa direta com o Brasil.
De acordo com a Polícia Civil de Goiás (PCGO), o casal é investigado por exercer papel de liderança em uma organização criminosa especializada na internalização e distribuição de entorpecentes, como cocaína, maconha e crack, abastecendo municípios goianos e outras regiões do país. Mesmo após se deslocarem para a faixa de fronteira, os suspeitos teriam continuado a comandar as atividades ilícitas à distância, utilizando rotas clandestinas e redes logísticas estruturadas para burlar a fiscalização.
As apurações, conduzidas ao longo de vários meses, indicam que a chamada “fronteira seca” era utilizada como principal corredor para o transporte das drogas, explorando a facilidade de circulação entre os dois países. Segundo os investigadores, o esquema envolvia comunicação constante com operadores locais e uso de pontos estratégicos para armazenamento e redistribuição dos entorpecentes.
No curso das investigações, a Polícia Civil também apreendeu cinco fuzis no município de Goianira, na Região Metropolitana de Goiânia. As armas, conforme a corporação, reforçam o grau de organização e o potencial ofensivo do grupo criminoso, além de indicar a intenção de proteger o esquema de tráfico com armamento de alto calibre.
Informações compartilhadas pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) apontam ainda que o homem preso mantinha ligação direta com integrantes de uma facção criminosa estruturada conhecida como Amigos do Estado (ADE), classificada pelas autoridades como de elevada periculosidade e com atuação interestadual. A conexão com esse grupo ampliou a complexidade da investigação e justificou a cooperação internacional para o cumprimento dos mandados de prisão preventiva.
Os suspeitos, cujas identidades não foram divulgadas pelas autoridades, deverão responder por crimes relacionados ao tráfico internacional de drogas e à participação em organização criminosa. Até a última atualização, não foi possível localizar a defesa para manifestação. As investigações seguem em andamento, com o objetivo de identificar outros integrantes da rede criminosa e aprofundar o rastreamento do fluxo financeiro associado às atividades ilícitas.
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