Aparecida de Goiânia intensifica combate ao Aedes aegypti com tecnologia de monitoramento inteligente
Uso de ovitrampas permite mapear focos do mosquito com precisão, antecipar ações de controle e já resultou na coleta de quase 87 mil ovos desde 2025

A Prefeitura de Aparecida de Goiânia vem reforçando a estratégia de enfrentamento às arboviroses com a adoção de uma tecnologia considerada decisiva no monitoramento do Aedes aegypti. Por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o município ampliou o uso de ovitrampas — armadilhas específicas para a coleta de ovos do mosquito — como ferramenta central para orientar ações preventivas contra dengue, zika e chikungunya.
Desde a implantação do sistema, em setembro de 2025, as equipes de Vigilância Ambiental já recolheram 86.859 ovos do vetor, número que evidencia tanto a eficácia da metodologia quanto a persistência do risco epidemiológico em áreas urbanas. Diferentemente das ações tradicionais baseadas apenas em notificações de casos, as ovitrampas permitem identificar precocemente regiões com maior índice de infestação, possibilitando intervenções mais rápidas e direcionadas.
Atualmente, 67 armadilhas estão distribuídas em bairros como Expansul, Independência, Colina Azul e Sítio Santa Luzia. O monitoramento contínuo desses pontos fornece dados técnicos que subsidiam o planejamento das equipes de campo, incluindo intensificação de visitas domiciliares, ações educativas e controle mecânico de criadouros.
A Secretaria de Saúde já iniciou a expansão do sistema para novas regiões, entre elas Santa Luzia, Independência Mansões e Jardim Tiradentes, com previsão de instalação em bairros estratégicos como Cidade Satélite São Luís, Setor Garavelo, Veiga Jardim, Vila Brasília, Buriti Sereno e Polo Empresarial. A ampliação busca cobrir áreas com alta densidade populacional e histórico de notificações, fortalecendo a vigilância epidemiológica municipal.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Alessandro Magalhães, a iniciativa alinha Aparecida de Goiânia às práticas mais avançadas adotadas no país. Ele destaca que a tecnologia contribui para decisões mais assertivas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), reduzindo a probabilidade de surtos e qualificando a resposta do poder público. “Trata-se de um combate permanente, baseado em evidências, que segue a orientação do prefeito Leandro Vilela de investir em estratégias eficazes e sustentáveis”, afirmou.
O superintendente de Vigilância em Saúde, Iron Pereira, reforça que o êxito das ações depende também do engajamento da população. Para ele, a eliminação de água parada em residências, quintais e terrenos baldios continua sendo o principal fator de contenção do mosquito. “A tecnologia orienta o trabalho técnico, mas a responsabilidade coletiva é indispensável para interromper o ciclo de transmissão da dengue”, pontuou.
TAGS: #Dengue #SaúdePública #AedesAegypti #AparecidaDeGoiânia #VigilânciaEpidemiológica

