Aparecida de Goiânia avançou para a segunda posição entre os municípios goianos com mais de 100 mil habitantes no Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026. O levantamento aponta que a cidade registrou, em 2025, uma taxa de 12,68 mortes por 100 mil habitantes, ante 18,2 no ano anterior, uma redução de aproximadamente 30%.

O resultado representa uma subida de oito posições em relação à edição anterior do ranking. Aparecida ficou atrás apenas de Caldas Novas, que apresentou taxa de 11,59 mortes por 100 mil habitantes. Jataí ocupou o terceiro lugar, com índice de 12,95, enquanto Goiânia apareceu na sétima posição entre os municípios goianos considerados, com taxa de 15,21.

Elaborado pela MySide com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério da Saúde, o anuário utiliza indicadores de mortalidade e população para permitir comparações entre localidades de diferentes portes.

Taxa municipal fica abaixo das médias de Goiás e do Brasil

Além da posição no ranking estadual, o indicador de Aparecida de Goiânia ficou abaixo das médias de Goiás e do país. De acordo com os números divulgados no levantamento, o estado registrou 17,32 mortes por 100 mil habitantes, enquanto a taxa nacional ficou em aproximadamente 21,5.

Na comparação com esses parâmetros, o índice de Aparecida foi cerca de 27% inferior à média estadual e 41% menor que a nacional. Os percentuais demonstram a diferença entre as taxas, mas não representam, por si só, uma avaliação de todas as dimensões da segurança pública.

No ranking das unidades da Federação, Goiás ocupou a oitava posição entre os estados e o Distrito Federal, com 17,32 mortes por 100 mil habitantes.

Série histórica mostra oscilações nos indicadores

Os dados das edições anteriores indicam que Aparecida de Goiânia teve variações tanto na taxa de mortes quanto na colocação estadual.

Na edição de 2024, baseada em dados de 2023, o município ocupava a sexta posição, com taxa de 20,7 mortes por 100 mil habitantes. Na edição seguinte, que considerou os dados de 2024, a cidade caiu para o décimo lugar, apesar de a taxa ter recuado para 18,2. No levantamento de 2026, com dados referentes a 2025, o índice chegou a 12,68, acompanhado da subida para a segunda posição.

A comparação mostra que a colocação no ranking depende também do desempenho das outras cidades avaliadas. Assim, uma redução na taxa municipal não garante, isoladamente, uma melhora na posição relativa.

Prefeitura atribui avanço à integração das forças de segurança

O prefeito Leandro Vilela atribuiu parte dos resultados à retomada da cooperação entre a Prefeitura de Aparecida e o Governo de Goiás, fortalecida a partir de janeiro de 2025, quando assumiu a administração municipal. Segundo ele, o trabalho envolve articulação institucional, planejamento e integração entre as forças de segurança.

A gestão também aponta o compartilhamento de informações, o uso de tecnologia e a atuação conjunta das equipes como instrumentos para reforçar a prevenção e a resposta à criminalidade.

O secretário municipal de Segurança Pública, coronel Éder Fernandes, afirmou que o município possui uma trajetória de investimentos em monitoramento e estruturação da área. Segundo ele, durante a gestão do ex-prefeito Maguito Vilela, a partir de 2009, foram realizadas iniciativas de monitoramento, posteriormente ampliadas na administração de Gustavo Mendanha.

Entre as ações citadas pelo secretário estão o projeto Cidade Inteligente e o sistema Olhos de Águia, que chegou a contar com cerca de 600 câmeras, conforme seu relato.

A administração municipal considera que a integração entre os órgãos e o emprego de ferramentas tecnológicas fortalecem as ações de prevenção e enfrentamento à criminalidade. Entretanto, os dados do anuário apresentados não isolam o efeito de cada iniciativa nem permitem atribuir a redução exclusivamente a uma política específica.

Como o anuário calcula a taxa

Segundo a metodologia informada, o Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil utiliza registros de mortalidade do Ministério da Saúde e estimativas populacionais do IBGE para calcular a taxa por 100 mil habitantes. A classificação considera códigos da CID-10, sistema internacional de classificação de doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A utilização de uma taxa padronizada permite comparar municípios com populações diferentes. Para interpretar o resultado, porém, é importante considerar o período de referência dos dados e o recorte de mortes contemplado pela metodologia.

O levantamento indica uma melhora no indicador atribuído a Aparecida de Goiânia em 2025. A continuidade dessa evolução dependerá dos resultados dos próximos períodos e de novas comparações com as demais cidades avaliadas.

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