Anápolis testa contentores mecanizados e avalia novo modelo para coleta urbana de resíduos
Projeto-piloto conduzido pela concessionária Quebec Construções e Tecnologia Ambiental analisa eficiência operacional, segurança do trabalho e impacto sanitário do sistema de carga lateral
A Prefeitura de Anápolis iniciou a fase experimental de um sistema mecanizado de coleta de resíduos sólidos urbanos com a instalação de dez contentores de carga lateral em pontos estratégicos da cidade. A iniciativa, conduzida pela concessionária responsável pelo serviço de limpeza urbana, integra um projeto-piloto destinado a aferir viabilidade técnica, ganho logístico e eventuais reflexos sanitários da tecnologia.
Os equipamentos implantados possuem grande capacidade volumétrica e são projetados para operação por caminhões equipados com braço hidráulico lateral. Nesse modelo, o motorista realiza toda a operação a partir da cabine, dispensando a coleta manual direta. A proposta, segundo a empresa, é padronizar o processo, reduzir o tempo de permanência nas vias e otimizar o desenho das rotas.
Eficiência operacional e racionalização de rotas
De acordo com a gestão operacional do contrato, o teste permitirá mensurar indicadores como tempo médio de coleta por ponto, consumo de combustível, redução de paradas e adequação do sistema à malha urbana local. A coleta mecanizada tende a exigir planejamento logístico mais preciso, com definição técnica de espaçamento entre contentores e avaliação do impacto no tráfego.
Experiências semelhantes em municípios de médio e grande porte indicam que sistemas de carga lateral podem elevar a produtividade por turno e reduzir a variabilidade operacional, desde que haja correta adesão da população ao modelo de descarte. A fase experimental em Anápolis deverá produzir dados técnicos que subsidiem eventual ampliação do sistema.
Aspectos sanitários e ambientais
Outro eixo central da avaliação envolve a dimensão sanitária. Diferentemente do modelo tradicional de acondicionamento em sacos expostos nas calçadas, os contentores possuem tampa vedada, o que restringe a dispersão de resíduos e dificulta o acesso de vetores como roedores, insetos e outros animais sinantrópicos. A vedação também reduz o espalhamento de lixo por ação de chuva ou vento, contribuindo para a limpeza visual das vias.
Especialistas em gestão de resíduos apontam que sistemas fechados podem colaborar para a mitigação de odores e para a diminuição de pontos de proliferação de doenças associadas ao manejo inadequado do lixo urbano, desde que acompanhados de fiscalização e manutenção regulares.
Segurança do trabalho e limites do projeto
A mecanização também impacta diretamente as condições de trabalho. Ao eliminar a necessidade de levantamento manual repetitivo de sacos e recipientes, o modelo tende a reduzir riscos ergonômicos e acidentes ocupacionais. A aferição desses indicadores integra a análise técnica da fase de testes.
A Prefeitura esclarece que os contentores são destinados exclusivamente a resíduos domiciliares comuns — orgânicos e rejeitos cotidianos. O descarte de móveis, eletrodomésticos, entulho e materiais volumosos permanece sob responsabilidade de serviços específicos já disponibilizados pelo município. O uso inadequado pode comprometer tanto a eficiência do sistema quanto sua durabilidade.
Ao término do período experimental, os dados consolidados deverão orientar a decisão administrativa sobre eventual expansão do modelo. A adoção definitiva dependerá da comprovação de ganhos operacionais, sustentabilidade financeira e adesão da população às novas rotinas de descarte.
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