Adolescente de 13 anos morre afogado em rio no Recanto das Emboabas, em Aparecida de Goiânia
Jovem desapareceu ao entrar na água com amigos; corpo foi resgatado por mergulhadores do Batalhão de Operações Aéreas após buscas subaquáticas.

Um jovem de 13 anos perdeu a vida neste domingo (30) em um afogamento no rio do Recanto das Emboabas, em Aparecida de Goiânia. Segundo relato de equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO), o menino brincava com amigos quando entrou na água, afundou e não conseguiu retornar à superfície. Não havia nenhum adulto acompanhando as crianças no momento do mergulho.
As primeiras equipes de salvamento, pertencentes ao 7º Batalhão de Bombeiros, chegaram ao local logo após o alerta. Diante da baixa visibilidade e da profundidade do ponto onde ocorreu o desaparecimento, os bombeiros requisitaram o apoio da guarnição náutica do Batalhão de Operações Aéreas (BOPAR), especializada em buscas aquáticas. Mergulhadores realizaram varredura subaquática no rio e localizaram o corpo do adolescente a cerca de 3 metros de profundidade, próximo a rochas e vegetação submersa.
A área foi isolada para permitir os trabalhos da perícia. A Polícia Civil de Goiás registrou o boletim de ocorrência, requisitou remoção cadavérica, perícia no local e exame necropapiloscópico para confirmação da identidade. A corporação investiga as circunstâncias do afogamento — especialmente a presença de outros menores, supervisão ou sinalização inadequada no local.
Testemunhas relataram que o grupo não tinha informação sobre profundidade nem recomendações de segurança. A falta de supervisão de um adulto e a inexistência de salva-vidas ou barreiras de proteção no acesso ao rio podem ter contribuído para o desastre. Especialistas ouvidos por esta reportagem lembram que muitos afogamentos envolvendo crianças ocorrem em locais sem estrutura de lazer segura, e destacam a necessidade de sinalização clara, presença de guarda-vidas e vigilância constante.
Fontes do CBMGO reforçam que, embora Goiás registre com alguma frequência ocorrências de afogamento em rios, lagos ou represas, cada tragédia provoca comoção local e exige um olhar mais atento das autoridades sobre a segurança desses espaços — sobretudo nos períodos de calor, quando aumenta o fluxo de pessoas.
O corpo do adolescente será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) após liberação pela perícia. Familiares foram avisados e aguardam a confirmação oficial de identificação. A investigação da Polícia Civil vai avaliar se há negligência, omissão de socorro ou condições de risco no local que possam levar à responsabilização.
A tragédia reacende o alerta para os riscos associados a mergulhos em locais naturais de banho sem infraestrutura adequada — especialmente envolvendo jovens e crianças. A população é orientada a evitar travessias ou banhos em trechos sem supervisão, respeitar limites de profundidade e preferir espaços controlados, com salva-vidas e sinalização de segurança.
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