Cebola tem diferença de 235% nos preços em Goiânia, aponta Procon
Pesquisa encontrou variações expressivas em 20 produtos de hortifrúti; mamão, laranja e batata também apresentam diferenças superiores a 180%

O preço de produtos básicos da alimentação pode mudar significativamente de um estabelecimento para outro em Goiânia. Uma pesquisa realizada pelo Procon Goiânia entre 11 e 15 de setembro de 2026, em 10 estabelecimentos da capital, encontrou variação de até 235,23% entre o menor e o maior preço de um mesmo produto.
A maior diferença foi registrada pela cebola, cujo quilo custava R$ 2,98 no estabelecimento com menor preço pesquisado e chegava a R$ 9,99 no maior. A diferença de R$ 7,01 representa uma variação de 235,23%.
O levantamento analisou 20 produtos, sendo oito frutas e 12 verduras e hortaliças. Os números mostram que a diferença de preços não se restringe a um único item e pode representar um impacto relevante para quem compra hortifrúti regularmente.
Mamão e laranja também têm grandes diferenças
Entre as frutas, o mamão formosa apresentou a maior variação. O quilo foi encontrado por R$ 2,98 no menor preço e R$ 8,59 no maior, uma diferença de 188,26%.
A laranja apareceu logo depois, com variação de 182,39%. O quilo custava R$ 1,59 no menor valor pesquisado e R$ 4,49 no maior.
O abacaxi, comercializado por unidade, teve diferença de 140,28%, com preços entre R$ 4,99 e R$ 11,99. Já o abacate apresentou variação de 136,95%, com o quilo entre R$ 2,95 e R$ 6,99.
A banana nanica também teve uma diferença superior a 100%. O produto foi encontrado entre R$ 3,29 e R$ 6,99, resultando em variação de 112,46%.
Nas demais frutas pesquisadas, a banana prata apresentou diferença de 52,37%, com preços entre R$ 5,90 e R$ 8,99. A manga variou 69,44%, entre R$ 5,89 e R$ 9,99, enquanto o limão teve diferença de 77,75%, com valores entre R$ 8,99 e R$ 15,98.
Considerando apenas os cinco itens com maiores variações entre as frutas — mamão formosa, laranja, abacaxi, abacate e banana nanica — a compra pelos menores preços encontrados custaria R$ 15,80. Nos maiores preços pesquisados, os mesmos produtos somariam R$ 39,05, uma diferença de R$ 23,25.
Batata e tomate também apresentam forte variação
Entre verduras e hortaliças, a batata inglesa registrou a segunda maior diferença de toda a pesquisa. O quilo foi encontrado entre R$ 2,99 e R$ 8,99, uma variação de 200,67%.
O tomate comum apresentou diferença de 141,25%, com preços entre R$ 4,97 e R$ 11,99. Já a couve-manteiga teve variação de 134,56%, passando de R$ 2,98 para R$ 6,99.
O repolho também apresentou diferença significativa: 128,94%, com o quilo custando R$ 3,49 no menor valor e R$ 7,99 no maior.
Na outra ponta, alguns produtos tiveram variações menores. O tomate saladete apresentou diferença de 45,14%, com preços entre R$ 8,95 e R$ 12,99. O jiló variou 53%, de R$ 8,49 a R$ 12,99.
O quiabo registrou variação de 67,98%, com valores entre R$ 11,90 e R$ 19,99.
Nos três produtos — tomate saladete, jiló e quiabo — a compra pelos menores preços encontrados totalizaria R$ 29,34. Considerando os maiores valores pesquisados, o consumidor gastaria R$ 45,97, uma diferença de R$ 16,63.
Pesquisa pode reduzir impacto no orçamento
Os números levantados pelo Procon Goiânia mostram que comparar preços antes da compra pode fazer diferença principalmente em produtos adquiridos com frequência. A economia tende a ser mais perceptível quando vários itens são comprados simultaneamente ou quando a aquisição ocorre semanalmente.
O órgão recomenda que o consumidor não considere apenas o preço anunciado. Também é importante verificar qualidade, conservação, peso ou unidade de venda e procedência dos alimentos antes de concluir a compra.
A pesquisa também reforça que o preço mais baixo encontrado em um estabelecimento não significa, isoladamente, que todos os produtos daquele local terão o menor valor. Por isso, a comparação deve ser feita item por item, especialmente diante de diferenças tão amplas entre os estabelecimentos pesquisados.
Para quem acompanha o orçamento doméstico, verificar os preços antes de escolher onde comprar pode representar uma diferença relevante no valor final da feira e das compras de hortifrúti ao longo do mês.
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