Goiás registra alta de 10,5% nos casos de leishmaniose, em 2026
Estado contabilizou 209 casos de leishmaniose tegumentar até 5 de agosto, contra 189 no mesmo período de 2025; Secretaria de Saúde reforça prevenção contra o mosquito-palha

Goiás registrou aumento nos casos confirmados de leishmaniose tegumentar em 2026. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), foram contabilizados 209 casos entre janeiro e 5 de agosto deste ano, ante 189 no mesmo intervalo de 2025. A diferença representa crescimento de 10,5% nos registros.
O cenário mantém a atenção das autoridades de saúde para o controle da doença e para as medidas destinadas a reduzir o contato da população com o vetor responsável pela transmissão. No mesmo período de 2026, Goiás também registrou 20 casos de leishmaniose visceral, outra forma da doença.
Doenças têm características diferentes
Embora a leishmaniose tegumentar e a leishmaniose visceral estejam relacionadas ao mesmo vetor, elas apresentam manifestações diferentes.
De acordo com o infectologista Luiz Felipe Silveira Sales, do Hospital Estadual de Doenças Tropicais (HDT), ambas são transmitidas pelo mosquito-palha. A identificação correta do tipo de leishmaniose é fundamental para que o paciente receba a avaliação e o tratamento adequados.
O diagnóstico precoce é considerado um fator importante para o atendimento dos pacientes. Por isso, diante de sinais compatíveis com a doença, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação profissional, em vez de tentar estabelecer o diagnóstico por conta própria.
Mosquito-palha exige atenção
A transmissão ocorre por meio da picada do flebotomíneo, inseto conhecido popularmente como mosquito-palha. A presença do vetor está relacionada a ambientes que oferecem condições favoráveis para sua proliferação.
Por esse motivo, medidas de cuidado no ambiente doméstico e no entorno das residências fazem parte das estratégias de prevenção. A recomendação é manter os quintais limpos e evitar o acúmulo de folhas, matéria orgânica e lixo.
Essas medidas contribuem para reduzir condições ambientais que podem favorecer a presença do inseto.
Como reduzir o risco
Além dos cuidados com o ambiente, a população pode adotar medidas para diminuir a exposição ao mosquito-palha, especialmente em períodos e locais de maior presença do vetor.
Entre as recomendações estão:
- utilizar repelente;
- dar preferência ao uso de repelente principalmente no entardecer e durante a noite;
- instalar telas em portas e janelas;
- utilizar roupas que protejam braços e pernas;
- manter os quintais livres de acúmulo de folhas, matéria orgânica e lixo.
A proteção individual ganha importância em regiões quentes e úmidas, onde as condições ambientais podem favorecer a presença do vetor.
Atenção aos registros em Goiás
O aumento observado na leishmaniose tegumentar ocorre em um período ainda incompleto do ano. Por isso, os 209 casos registrados até 5 de agosto não representam o total de ocorrências de 2026.
A evolução dos registros continuará sendo acompanhada pelos órgãos de vigilância em saúde. O monitoramento permite identificar mudanças no cenário epidemiológico e orientar ações de prevenção e controle.
A orientação das autoridades é manter os cuidados ambientais e individuais e procurar atendimento de saúde diante de sinais que possam estar relacionados à doença. A identificação precoce é especialmente importante para que o caso seja investigado e o tratamento seja definido de acordo com a avaliação médica.
Tags: #Goiás, #Goiânia, #Leishmaniose, #LeishmanioseTegumentar, #LeishmanioseVisceral, #Saúde, #SaúdePública, #VigilânciaEmSaúde, #SecretariaDeSaúde, #SESGo, #MosquitoPalha, #DoençasTropicais, #Prevenção, #Epidemiologia, #HDT, #DoençasInfecciosas, #SaúdeEmGoiás, #VigilânciaEpidemiológica, #GoiâniaUrgente


