Suspeitos teriam se passado por policiais para invadir casa e matar homem, em Goiânia
Operação Engodo cumpre mandados em Goiás e no Rio de Janeiro e prende cinco pessoas na capital; investigação aponta possível relação do crime com dívidas de drogas
A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta quarta-feira (19) a Operação Engodo, investigação que apura o assassinato de um homem de 27 anos ocorrido em junho, no Jardim Novo Mundo, em Goiânia. Segundo a investigação, os suspeitos teriam utilizado uma falsa identidade policial para conseguir acesso à residência da vítima antes do homicídio.
A ação reúne forças de segurança e cumpre medidas judiciais em Goiás e no Rio de Janeiro. Até a atualização das informações, cinco pessoas haviam sido presas em Goiânia, enquanto dois dos alvos de prisão permaneciam foragidos.
O crime ocorreu em 18 de junho. De acordo com a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), os elementos reunidos durante a apuração indicam que a vítima teria sido atraída para abrir o portão de casa após os envolvidos se apresentarem como policiais.
A investigação aponta ainda que o homicídio pode estar relacionado a dívidas envolvendo drogas e à suspeita de que a vítima teria colaborado com forças policiais. A motivação, no entanto, permanece no âmbito da investigação e deverá ser esclarecida a partir da análise das provas reunidas.
Operação reúne medidas judiciais
A Operação Engodo foi deflagrada para avançar na coleta de elementos relacionados ao homicídio. As equipes cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Goiânia e no Rio de Janeiro.
A estratégia utilizada pelos suspeitos, segundo a apuração policial, teria sido fundamental para permitir a entrada na residência. A falsa identificação como agentes de segurança teria reduzido a desconfiança da vítima no momento em que os envolvidos chegaram ao imóvel.
A partir das informações reunidas durante a investigação, a Polícia Civil conseguiu chegar aos alvos das medidas judiciais e apresentar os elementos que fundamentaram os pedidos à Justiça.
Prisões também resultaram em apreensão de drogas
Durante o cumprimento das ordens judiciais, duas pessoas foram presas em flagrante por suspeita de tráfico de drogas.
Segundo as informações divulgadas sobre a operação, uma quantidade significativa de entorpecentes foi apreendida pelas equipes. Essas prisões em flagrante constituem um desdobramento separado das medidas relacionadas à investigação do homicídio.
O material apreendido deverá passar pelos procedimentos legais de registro e análise, enquanto a investigação principal continua buscando esclarecer a participação individual de cada suspeito na morte ocorrida no Jardim Novo Mundo.
Investigação ainda está em andamento
A operação representa uma etapa da apuração policial e não encerra o caso. Os elementos obtidos durante as buscas deverão ser analisados pela Polícia Civil para verificar a existência de novas provas e esclarecer a dinâmica do homicídio.
Os investigados são tratados como suspeitos, e eventual responsabilidade criminal dependerá da conclusão da investigação e da análise das provas pelas autoridades competentes.
Os dois alvos que não haviam sido localizados até a divulgação das informações permanecem sendo procurados.
O nome Operação Engodo faz referência justamente à estratégia que, segundo a investigação, teria sido utilizada para conseguir acesso à residência da vítima: a apresentação dos envolvidos como se fossem policiais.
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