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Goiás reduz desemprego para 4% e fica abaixo da média nacional

Taxa de desocupação recuou 1,1 ponto percentual no período analisado pela PNAD Contínua; informalidade também permaneceu inferior à registrada no Brasil
Goiás recuou em 1,1% sobre a taxa de desemprego se comparado com o trimestre anterior | Foto: divulgação

Goiás encerrou o período analisado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) com uma taxa de desemprego de 4%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa uma redução de 1,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando a desocupação estava em 5,1%.

O resultado colocou Goiás em uma posição inferior à média nacional, que ficou em 5,4% no mesmo período. O desempenho indica uma redução da parcela da população que está na força de trabalho, mas não conseguiu encontrar ocupação.

Além da queda no desemprego, os dados mostram que Goiás apresentou taxa de informalidade de 36,1%, também abaixo do índice registrado no conjunto do país, de 37,4%.

Desemprego recua em Goiás

A redução da taxa de desocupação foi um dos principais destaques dos indicadores do mercado de trabalho goiano.

O índice passou de 5,1% para 4%, uma queda de 1,1 ponto percentual na comparação com o período anterior. Em termos estatísticos, a taxa de desocupação corresponde à parcela da força de trabalho que está sem ocupação e disponível para trabalhar.

O resultado de Goiás ficou 1,4 ponto percentual abaixo da média brasileira, calculada em 5,4%.

A comparação mostra que, no período analisado, a proporção de pessoas desocupadas em relação à força de trabalho foi menor no estado do que no conjunto do país.

Informalidade fica abaixo da média brasileira

Outro indicador apresentado pela PNAD Contínua é a taxa de informalidade.

Em Goiás, o índice ficou em 36,1%, enquanto a média nacional alcançou 37,4%. Apesar de permanecer abaixo do resultado brasileiro, a informalidade goiana apresentou aumento na comparação com o trimestre anterior, quando havia sido registrada em 34,2%.

A taxa de informalidade reúne diferentes formas de inserção ocupacional sem as características de formalização consideradas pela pesquisa. Entre os exemplos estão empregados sem carteira assinada e trabalhadores por conta própria sem registro de CNPJ, além de outras categorias previstas na metodologia do IBGE.

Por isso, a redução do desemprego não significa necessariamente que todas as novas ocupações sejam formais. Os dois indicadores precisam ser analisados separadamente para compreender a composição do mercado de trabalho.

Subutilização atinge menor nível da série em Goiás

A taxa de subutilização da força de trabalho também apresentou resultado de destaque no levantamento. O indicador ficou em 8%, apontado como o menor patamar da série histórica para Goiás.

A subutilização é um indicador mais amplo que a taxa de desemprego. Ela considera, além das pessoas desocupadas, trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas e pessoas que estão disponíveis para trabalhar, mas não estão efetivamente na força de trabalho.

Dessa forma, o indicador permite observar uma parcela mais abrangente da população que possui algum tipo de insuficiência relacionada à utilização da força de trabalho.

O resultado de 8% mostra, portanto, uma redução dessa parcela no período analisado, de acordo com os dados da PNAD Contínua.

Indicadores mostram cenário de menor desocupação

Os números divulgados pelo IBGE apontam para um cenário de menor desocupação em Goiás no período considerado. A taxa de 4% ficou abaixo tanto do resultado registrado no trimestre anterior quanto da média nacional.

Ao mesmo tempo, a taxa de informalidade apresentou movimento diferente: subiu de 34,2% para 36,1%, embora tenha permanecido inferior à média brasileira de 37,4%.

A leitura conjunta dos indicadores é importante porque o mercado de trabalho não é medido apenas pela quantidade de pessoas ocupadas. A qualidade e a forma de inserção dessas pessoas nas atividades econômicas também são observadas por meio de indicadores como informalidade e subutilização.

No caso de Goiás, os dados mais recentes apresentados pela PNAD Contínua combinam uma taxa de desemprego de 4%, informalidade de 36,1% e subutilização de 8%.

Os resultados ajudam a dimensionar o momento do mercado de trabalho no estado e permitem acompanhar a evolução da ocupação, da informalidade e da utilização da força de trabalho ao longo dos próximos levantamentos do IBGE.

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Marcus

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