Catalão perde Roberto Silva, ex-presidente do CRAC, aos 65 anos
Dirigente teve participação na história recente do clube e era conhecido também pela atuação na comunicação da cidade

Morreu aos 65 anos Roberto Silva, ex-presidente do Clube Recreativo Atlético Catalano (CRAC), de Catalão, no Sudeste de Goiás. A morte foi comunicada nesta segunda-feira (10), provocando manifestações de pesar entre pessoas ligadas ao futebol e à comunidade catalana.
Roberto Silva teve uma trajetória associada ao esporte e à comunicação local. No futebol, esteve à frente do CRAC em um período de movimentação administrativa e esportiva do clube, ocupando a presidência até dezembro de 2012. Naquele momento, sua saída ocorreu em meio à reorganização da diretoria que conduziria a equipe na temporada seguinte.
A passagem pela presidência colocou Roberto Silva no centro das decisões relacionadas à administração do clube, que representa uma das principais referências esportivas de Catalão. O CRAC possui uma história consolidada no futebol goiano e mantém uma relação estreita com a identidade esportiva do município.
Atuação no futebol
Durante a gestão de Roberto Silva, o CRAC atravessou um período de preparação para competições estaduais e nacionais. No fim de 2012, quando deixou a presidência, o clube se preparava para disputar o Campeonato Goiano, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro da Série C na temporada de 2013.
Registros da época mostram que a saída do dirigente ocorreu durante uma mudança na composição administrativa do clube. A diretoria que assumiria posteriormente precisaria acelerar a formação do elenco e a organização da equipe para o calendário esportivo.
Anos depois, Roberto Silva continuou ligado ao meio esportivo e à vida pública de Catalão. Sua presença também se estendeu à comunicação, área em que passou a atuar profissionalmente.
Ligação com a comunicação de Catalão
Além do futebol, Roberto Silva ficou conhecido pela atuação no rádio e no jornalismo local. Ele esteve ligado à Rádio Liberdade FM e também desenvolveu atividades na comunicação digital de Catalão.
Em 2015, por exemplo, passou a integrar a administração da Rádio Liberdade FM, onde ficou responsável pelo setor financeiro da emissora. A experiência ampliou sua presença no cenário de comunicação da cidade e manteve sua atuação próxima dos assuntos de interesse da comunidade.
A relação com a imprensa também fez com que Roberto Silva acompanhasse de perto acontecimentos políticos, sociais, esportivos e policiais de Catalão, tornando-se uma figura conhecida entre profissionais de comunicação e moradores do município.
Participação na vida esportiva de Catalão
A trajetória de Roberto Silva no CRAC ocorreu em um momento em que o clube enfrentava desafios administrativos e financeiros e, ao mesmo tempo, buscava manter presença competitiva nas principais competições do futebol goiano.
Documentos públicos também registram sua atuação institucional à frente do clube em anos posteriores. Em 2019, por exemplo, a Câmara Municipal de Catalão registrou requerimento dirigido ao então presidente do CRAC solicitando informações relacionadas à prestação de contas de recursos destinados ao clube. O registro demonstra a dimensão da responsabilidade administrativa associada à direção da equipe.
Questões administrativas dessa natureza fazem parte da rotina de entidades esportivas que recebem recursos públicos ou mantêm relações institucionais com o poder público. A existência de questionamentos ou pedidos de prestação de contas, por si só, não significa irregularidade ou responsabilização de qualquer dirigente.
Família e comunidade
A presença de Roberto Silva também permaneceu ligada à comunicação e à comunidade catalana nos últimos anos. Em 2026, familiares passaram por um período delicado envolvendo o filho dele, Otávio Silva, de 20 anos, que sofreu um grave acidente de trânsito em janeiro e permaneceu internado em Goiânia durante o processo de recuperação. A situação mobilizou amigos, colegas de imprensa e moradores de Catalão em uma campanha de solidariedade.
A trajetória de Roberto Silva, portanto, ultrapassou o ambiente esportivo. Sua atuação como dirigente do CRAC e posteriormente na comunicação fez com que ele mantivesse presença em diferentes setores da vida pública de Catalão.
A morte aos 65 anos encerra uma trajetória marcada pela participação no futebol e na comunicação regional. O falecimento repercute especialmente entre pessoas que acompanharam sua passagem pelo CRAC e sua atuação profissional na cidade.
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