Corpo carbonizado é encontrado em caminhonete em Caturaí; família suspeita de fazendeiro desaparecido
Vítima ainda não foi identificada oficialmente pela Polícia Científica; homem investigado foi solto por decisão judicial e deverá cumprir medidas cautelares

Um corpo foi encontrado carbonizado dentro da caçamba de uma caminhonete em uma área rural de Caturaí, na Região Metropolitana de Goiânia, na quarta-feira (5). A localização ocorreu durante as buscas por um fazendeiro de 66 anos que havia desaparecido após sair de Goiânia com destino à propriedade da família. Parentes suspeitam que o corpo seja dele, mas a Polícia Científica informou, neste sábado (8), que a identidade ainda não foi confirmada oficialmente.
A ocorrência deu início a uma investigação conduzida pela Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias da morte e identificar quem esteve envolvido no caso. Um homem chegou a ser preso durante as diligências, mas a Justiça determinou que ele responda ao processo em liberdade, mediante uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.
Desaparecimento mobilizou a família
Segundo os relatos apresentados na investigação, o fazendeiro saiu de Goiânia na manhã de terça-feira (4) com destino ao sítio da família, em Caturaí. A previsão era retornar ainda no mesmo dia.
Como ele não voltou e deixou de responder às mensagens, a esposa, Gleice Rosa, tentou estabelecer contato durante a tarde e também à noite, sem sucesso. Na manhã seguinte, ela verificou que a última visualização do aplicativo de mensagens havia ocorrido às 11h50 de terça-feira.
Diante da falta de notícias, a família procurou ajuda de um vizinho, que foi até a propriedade rural. A porteira estava fechada e a caminhonete que costumava ser utilizada pelo fazendeiro não estava no local.
Ainda conforme os relatos, o vizinho percebeu marcas atribuídas à passagem de um caminhão pela propriedade. Posteriormente, a esposa foi até o sítio e precisou arrombar a porteira para conseguir entrar. O homem desaparecido não havia passado a noite na propriedade.
Caminhonete foi localizada em área de bananal
As buscas levaram posteriormente à localização da caminhonete em uma entrada de um bananal, também em uma área rural de Caturaí.
De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, um funcionário da região teria visto um veículo vermelho parado no local no dia anterior. Mais tarde, percebeu uma grande quantidade de fumaça nas proximidades.
Quando o local foi verificado, a caminhonete estava em chamas. Dentro da caçamba, as equipes encontraram um corpo carbonizado.
A condição em que os restos mortais foram localizados impede, neste momento, uma identificação visual segura. Por isso, a confirmação da identidade depende de procedimentos periciais realizados pela Polícia Científica.
Identidade da vítima ainda é investigada
Apesar da suspeita apresentada pela família, a Polícia Científica informou que o corpo ainda não foi oficialmente identificado.
Esse procedimento é fundamental para estabelecer, de maneira técnica, quem é a vítima antes de qualquer conclusão definitiva sobre a relação entre o corpo encontrado e o desaparecimento registrado na véspera.
A identificação também poderá contribuir para o avanço das demais etapas da investigação, que deverão esclarecer a causa da morte, as circunstâncias em que o veículo foi levado até o local e o que ocorreu antes do incêndio.
Homem foi preso durante investigação
Um homem foi preso no decorrer das diligências. Conforme as informações divulgadas sobre o caso, a investigação chegou até ele após a identificação de que o veículo vermelho observado por uma testemunha pertenceria a um vizinho.
O suspeito foi localizado no local de trabalho. Segundo o relato divulgado, ele informou aos policiais que possuía uma arma. As equipes foram posteriormente até a residência dele, onde teriam encontrado uma garrucha calibre .22 e 35 munições.
A prisão, entretanto, não permaneceu válida. A Justiça determinou que o investigado responda ao processo em liberdade, com monitoramento por tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares. Conforme as informações divulgadas, a prisão em flagrante relacionada ao homicídio foi considerada ilegal.
A decisão judicial não representa conclusão sobre a autoria da morte. A investigação continua e caberá à Polícia Civil reunir elementos capazes de esclarecer a participação ou não do investigado no caso.
Defesa nega envolvimento
A defesa do homem investigado nega qualquer participação no homicídio. Em manifestação divulgada sobre o caso, o advogado afirmou que a prisão foi ilegal e que o cliente não teria envolvimento com a morte.
Segundo a defesa, o investigado teria apenas emprestado um carro a outra pessoa no dia do crime, sem saber qual seria a finalidade do veículo. O advogado também afirmou que o cliente está colaborando com a Polícia Civil e aguarda a conclusão das investigações.
Como a apuração ainda está em andamento, a versão apresentada pela defesa deverá ser confrontada com os demais elementos reunidos pelos investigadores.
Investigação busca esclarecer circunstâncias da morte
O caso reúne duas frentes principais de apuração: a identificação oficial do corpo e a reconstrução dos acontecimentos que antecederam a localização da caminhonete incendiada.
A perícia deverá ser decisiva para confirmar a identidade da vítima e produzir elementos técnicos sobre a morte. Já a Polícia Civil deverá analisar depoimentos, veículos, deslocamentos e demais evidências que possam estabelecer a sequência dos fatos.
Até a confirmação oficial da identidade, o corpo encontrado em Caturaí não pode ser tratado definitivamente como sendo do fazendeiro desaparecido. Da mesma forma, o homem investigado não deve ser considerado autor do homicídio, uma vez que a apuração permanece em andamento e a Justiça determinou que ele responda em liberdade.
O esclarecimento do caso dependerá da conclusão dos trabalhos periciais e das diligências da Polícia Civil.
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