Apartamento onde jornalista foi morto ficou destruído após ação policial, em Goiânia
Imóvel no Setor Bueno apresenta porta arrombada, danos na entrada e sinais da operação que terminou com a prisão da mulher investigada pelo homicídio; Polícia Civil segue apurando o caso.
A investigação sobre a morte do jornalista Delson Carlos Henrique, ocorrida em um apartamento no Setor Bueno, em Goiânia, segue em andamento após a prisão preventiva da principal suspeita, Renata de Oliveira Peixoto. O imóvel, onde o crime aconteceu, ficou parcialmente destruído durante a operação policial realizada para conter a investigada, que permaneceu trancada no local por várias horas antes de ser presa.
De acordo com a Polícia Civil de Goiás, equipes de segurança negociaram por mais de três horas para que a suspeita deixasse o apartamento. Sem sucesso, foi necessário o emprego de força tática para entrar no imóvel. A porta apresenta marcas da ação policial e o interior ficou revirado após a operação.
Segundo a investigação, o apartamento pertence à suspeita e havia sido cedido temporariamente ao jornalista. Conforme informações prestadas por uma testemunha à Polícia Civil, um encontro entre os envolvidos evoluiu para uma discussão depois de várias horas de consumo de bebidas alcoólicas. Ainda segundo esse depoimento, o motivo do desentendimento estaria relacionado ao prazo para desocupação do imóvel.
A principal testemunha, companheira da investigada, afirmou aos policiais que tentou impedir as agressões e sofreu ferimentos nos braços durante a tentativa de conter a suspeita. Conforme seu relato, o jornalista ainda tentou fugir, mas caiu dentro do apartamento e morreu antes da chegada do socorro.
A Polícia Civil ressalta que essas circunstâncias fazem parte da investigação e continuam sendo analisadas juntamente com os demais elementos reunidos no inquérito.
Prisão preventiva
Após ser presa em flagrante, Renata de Oliveira Peixoto passou por audiência de custódia, ocasião em que a Justiça converteu a prisão em preventiva. Segundo a decisão judicial, a medida busca preservar a ordem pública e proteger a integridade das testemunhas envolvidas no caso, incluindo a pessoa que presenciou os fatos.
Conforme informou o delegado Vinícius Teles, responsável pelas investigações, novas diligências ainda serão realizadas. A Polícia Civil pretende colher outros depoimentos e ouvir novamente a investigada antes da conclusão do inquérito.
Durante a apuração, também surgiram informações de que a suspeita possuía uma coleção de facas, circunstância que, segundo o delegado, integra o conjunto de elementos analisados pela investigação. O material recolhido passará por perícia e será confrontado com os depoimentos já prestados.
Investigação continua
A Polícia Civil destaca que o caso permanece em fase investigativa e que todas as provas técnicas, testemunhais e periciais serão reunidas antes do encerramento do inquérito, que posteriormente será encaminhado ao Ministério Público para análise das medidas cabíveis.
Enquanto isso, a investigada permanece recolhida na Casa de Prisão Provisória, à disposição da Justiça. A definição sobre eventual responsabilização criminal dependerá do andamento do processo judicial e da avaliação das provas produzidas durante a investigação.
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