Guarda Civil identifica suspeitos de agressão a coletores de lixo, em Goiânia
Informações obtidas por meio de imagens de monitoramento foram encaminhadas à Polícia Civil, que dará continuidade às investigações sobre o caso ocorrido no Setor Bueno.

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Goiânia informou que identificou os suspeitos envolvidos na agressão contra trabalhadores da coleta de lixo do Consórcio Limpa Gyn, registrada na madrugada de 21 de julho, na Avenida T-37, no Setor Bueno. Conforme a corporação, as informações levantadas durante a investigação preliminar já foram repassadas à Polícia Civil de Goiás (PCGO), responsável pela apuração criminal do caso.
Segundo a GCM, a identificação foi possível após a análise de imagens de câmeras de monitoramento instaladas na região. O trabalho permitiu localizar o veículo supostamente utilizado pelos envolvidos, identificar seus proprietários e reunir elementos que poderão subsidiar a investigação conduzida pela Polícia Civil.
A corporação ressaltou que caberá à Polícia Civil aprofundar a apuração dos fatos, ouvir os envolvidos, coletar novos elementos de prova e adotar as medidas previstas na legislação. Eventual divulgação da identidade dos investigados também dependerá da autoridade policial e dos critérios legais aplicáveis ao caso.
De acordo com o registro da ocorrência, a confusão aconteceu enquanto uma equipe realizava o serviço regular de coleta domiciliar durante a madrugada. Conforme informações oficiais, um casal parou um veículo atrás do caminhão de coleta e iniciou um desentendimento com os trabalhadores.
Segundo relato do Consórcio Limpa Gyn, o homem teria arremessado sacos de lixo diretamente no compartimento de carga do caminhão, enquanto a mulher subiu no estribo traseiro do veículo, área considerada de risco devido ao funcionamento do sistema de compactação dos resíduos. Ao interromper a operação para alertar sobre o perigo de acidentes, o motorista do caminhão teria sido agredido.
O subcomandante da Guarda Civil Metropolitana, Washington Moreira, afirmou que o trabalho da corporação teve como objetivo reunir informações técnicas para auxiliar a investigação conduzida pela Polícia Civil, responsável pela responsabilização criminal, caso sejam constatadas irregularidades.
Após a repercussão do episódio, o prefeito Sandro Mabel defendeu rigor na apuração dos fatos e destacou que este foi o terceiro registro de agressão contra equipes da coleta de lixo em Goiânia neste ano. Segundo ele, profissionais responsáveis pela limpeza urbana exercem um serviço essencial à cidade e precisam atuar em segurança, especialmente durante o período noturno, quando a coleta é realizada para reduzir impactos no trânsito e na rotina da população.
A coleta domiciliar integra um serviço público considerado essencial para a saúde e o funcionamento da cidade. Por isso, episódios de violência contra trabalhadores durante a execução das atividades podem comprometer a prestação do serviço e colocar em risco tanto os profissionais quanto a população.
A investigação permanece sob responsabilidade da Polícia Civil de Goiás, que deverá analisar o material encaminhado pela Guarda Civil Metropolitana, ouvir testemunhas e definir os próximos procedimentos para esclarecer completamente as circunstâncias da ocorrência.
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