Operação nacional mira esquema de adulteração de drogas e mobiliza forças de segurança, em Goiás
FICCO cumpre mandados em três estados para desarticular rede suspeita de fornecer insumos químicos ao tráfico; ação integra ofensiva nacional contra organizações criminosas.

Uma operação integrada de combate ao crime organizado colocou Goiás entre os principais alvos de uma ofensiva nacional deflagrada nesta quarta-feira (8). Coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás (FICCO/GO), a ação investiga um esquema de fornecimento de insumos químicos utilizados na adulteração de drogas ilícitas, prática que amplia o volume de entorpecentes comercializados e aumenta os lucros das organizações criminosas.
Batizada de Operação Blend, a investigação cumpre sete mandados de busca e apreensão em Goiás, Mato Grosso e São Paulo. O foco é identificar e desarticular uma rede suspeita de abastecer grupos criminosos com substâncias químicas empregadas na mistura de drogas, mecanismo frequentemente utilizado para potencializar o comércio ilegal e dificultar o rastreamento da cadeia criminosa.
A ofensiva integra a Operação Força Integrada III, mobilização simultânea realizada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) em 14 estados brasileiros. Em âmbito nacional, a operação reúne 17 unidades especializadas e cumpre 179 mandados de busca e apreensão, 93 mandados de prisão e diversas medidas cautelares autorizadas pelo Poder Judiciário.
Além da investigação sobre adulteração de entorpecentes, as ações abrangem crimes como tráfico interestadual de drogas, comércio ilegal de armas, lavagem de dinheiro, homicídios, roubo de cargas, receptação e atuação de facções criminosas. Em parte dos procedimentos também foram determinadas medidas de bloqueio de bens, sequestro patrimonial e apreensão de equipamentos utilizados pelas organizações investigadas.
As FICCOs atuam de forma integrada sob coordenação da Polícia Federal e reúnem representantes das polícias Civil, Militar, Penal e Rodoviária Federal, além das Secretarias de Segurança Pública, Guardas Municipais e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). O modelo busca ampliar o compartilhamento de inteligência, fortalecer as investigações e intensificar o enfrentamento às organizações criminosas com atuação regional e interestadual.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos, mapear a estrutura financeira dos grupos criminosos e aprofundar a apuração sobre a cadeia de fornecimento dos insumos químicos utilizados na adulteração de drogas.
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