Viaduto da Leste-Oeste pode ser demolido após identificação de falhas estruturais, afirma Sandro Mabel
Prefeito de Goiânia revela que estrutura passa por testes técnicos e admite demolição caso laudos confirmem comprometimento; vias laterais devem ser entregues entre 60 e 90 dias para aliviar o trânsito na região.

A Prefeitura de Goiânia avalia a possibilidade de demolir o viaduto em construção no cruzamento da Avenida Leste-Oeste com a Avenida Castelo Branco após a identificação de problemas estruturais durante análises técnicas realizadas na obra. A informação foi confirmada pelo prefeito Sandro Mabel, durante coletiva de imprensa, ao afirmar que a decisão dependerá do resultado dos testes de engenharia atualmente em andamento.
Segundo o chefe do Executivo municipal, as irregularidades foram constatadas em elementos estruturais da obra, especialmente na ponte e nas placas de contenção responsáveis por sustentar o aterro de acesso ao viaduto. De acordo com Mabel, essas estruturas deverão ser substituídas e, caso os laudos apontem comprometimento da estabilidade da construção, a demolição poderá ser a solução tecnicamente mais segura.
O prefeito ressaltou que os problemas identificados estão relacionados à execução da obra, e não ao projeto de engenharia originalmente elaborado. A administração municipal informou que pretende adotar medidas judiciais para apurar responsabilidades e buscar o ressarcimento de eventuais prejuízos causados ao poder público.
Enquanto a situação do viaduto é analisada, a Prefeitura concentra esforços na implantação de uma alternativa viária para reduzir os congestionamentos em um dos principais corredores de tráfego da capital. A previsão é que uma pista lateral seja concluída e liberada ao trânsito entre 60 e 90 dias, acompanhada da sincronização semafórica do cruzamento, medida que busca aumentar a fluidez dos veículos sem depender da conclusão da estrutura elevada.
A obra do viaduto foi iniciada em maio de 2023, durante a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz, com investimento estimado em R$ 14 milhões e prazo inicial de execução de 240 dias. No entanto, os trabalhos sofreram paralisação em julho de 2024 em razão de entraves envolvendo desapropriações e dificuldades financeiras da empresa responsável pela execução.
Posteriormente, uma nova ordem de serviço autorizou a retomada das intervenções, e a administração municipal informou que aproximadamente 80% da obra havia sido executada. Ainda assim, os problemas estruturais identificados durante a fase de inspeção impediram a conclusão do empreendimento dentro do cronograma inicialmente previsto.
Nos últimos dias, Sandro Mabel também promoveu uma consulta pública por meio das redes sociais para conhecer a opinião da população sobre o futuro da intervenção. Entre as alternativas apresentadas estavam a continuidade das tentativas de recuperação do viaduto ou a implantação definitiva de vias marginais com controle semafórico. Segundo o prefeito, mais de 90% dos participantes optaram pela segunda alternativa.
A Prefeitura informou ainda que enfrenta dificuldades para retomar a execução da obra com a empresa originalmente contratada, que se encontra em processo de recuperação judicial. Paralelamente, equipes técnicas seguem elaborando os estudos que definirão se a estrutura poderá ser recuperada ou se será necessária sua completa substituição.
A decisão final dependerá dos resultados das avaliações estruturais, que deverão indicar o nível de comprometimento da obra e as condições de segurança para sua utilização futura.


