Morre Fernando Campos, pioneiro do jornalismo automobilístico e uma das vozes mais respeitadas do esporte a motor, em Goiás
Referência na cobertura do automobilismo goiano, jornalista dedicou mais de cinco décadas à comunicação esportiva e ajudou a consolidar a cultura dos esportes a motor no Estado

O jornalismo goiano perdeu nesta segunda-feira (22) uma de suas figuras mais emblemáticas. Morreu, aos 86 anos, em Goiânia, o jornalista Fernando Campos, profissional que se tornou referência na cobertura do automobilismo e dos esportes a motor em Goiás. Segundo familiares, ele enfrentava uma leucemia.
Reconhecido por sua dedicação ao jornalismo especializado, Fernando construiu uma trajetória que se confunde com a própria evolução do automobilismo goiano. Sua atuação ultrapassou a cobertura dos eventos esportivos e ajudou a fortalecer a cultura do setor, acompanhando gerações de pilotos, dirigentes, equipes e entusiastas do esporte.
Ao longo da carreira, Fernando Campos tornou-se um dos principais nomes da imprensa esportiva regional. Sua ligação com o segmento ganhou notoriedade a partir da década de 1970, quando passou a atuar na editoria de automóveis do jornal O Popular, período em que o automobilismo brasileiro vivia uma fase de crescimento e popularização.
Seu trabalho contribuiu para ampliar a visibilidade das competições disputadas em Goiás e para consolidar a presença do Estado no cenário nacional dos esportes a motor. Colegas de profissão, gestores esportivos e representantes do setor o reconhecem como um dos grandes responsáveis por registrar e divulgar momentos importantes da história do automobilismo goiano.
Entre os legados deixados por Fernando está a criação da revista eletrônica Rodas e Motores, publicação especializada que se tornou uma referência para o público apaixonado por carros, motocicletas, tecnologia automotiva e competições esportivas. O projeto permanece em atividade sob a condução de familiares, preservando o trabalho iniciado por ele.
A influência de Fernando Campos também é lembrada por profissionais que atuam diretamente no Autódromo Internacional Ayrton Senna de Goiânia. Considerado por muitos um dos primeiros jornalistas especializados a acompanhar de forma permanente o desenvolvimento do complexo esportivo, ele ajudou a documentar fases decisivas da estrutura que transformou Goiás em uma das principais praças do automobilismo nacional.
Amigos próximos descrevem Fernando como um profissional apaixonado pela informação, pela escrita e pelo diálogo. Sua capacidade de analisar corridas, interpretar o universo automotivo e compartilhar conhecimento fez dele uma figura respeitada não apenas entre jornalistas, mas também entre pilotos, dirigentes esportivos e leitores.
Nascido em Portugal e radicado no Brasil, Fernando manteve até os últimos anos de vida uma intensa conexão com o jornalismo e com os esportes a motor. Mesmo enfrentando problemas de saúde, continuou acompanhando o setor, participando de debates e contribuindo com análises sobre o cenário automobilístico.
A notícia de sua morte gerou manifestações de pesar de familiares, colegas de profissão e representantes do esporte. Para muitos, sua trajetória representa um capítulo importante da história da comunicação esportiva em Goiás, marcado pela credibilidade, pelo profissionalismo e pela paixão por um segmento que ajudou a crescer e conquistar espaço no Estado.
Fernando Campos deixa esposa, dois filhos, um neto e um legado construído ao longo de décadas de dedicação ao jornalismo. Sua história permanece ligada à memória do automobilismo goiano e ao desenvolvimento de uma cobertura especializada que influenciou gerações de profissionais da comunicação.
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