Condomínio se posiciona após agressão a coletores em Goiânia e promete colaborar com investigação policial
Administração do Gran Valence afirma que repudia qualquer forma de violência, nega participação institucional no episódio e garante fornecimento de imagens e informações às autoridades
A administração do Condomínio Gran Valence, em Goiânia, divulgou posicionamento oficial após a repercussão da agressão sofrida por trabalhadores do consórcio LimpaGyn durante a execução do serviço de coleta de resíduos. O episódio, registrado por câmeras de monitoramento e amplamente compartilhado nas redes sociais, é investigado pela Polícia Civil e resultou no afastamento de três colaboradores, um deles com ferimentos que exigiram atendimento médico e sutura na cabeça.
Em nota assinada pelo síndico e pela assessoria jurídica do condomínio, a administração afirmou que não possui qualquer envolvimento com os fatos e destacou que as imagens divulgadas publicamente mostram apenas parte da ocorrência, sem permitir uma compreensão integral das circunstâncias que antecederam o confronto.
Segundo o comunicado, a responsabilidade pela apuração dos acontecimentos cabe exclusivamente às autoridades competentes, que terão acesso aos registros audiovisuais, depoimentos, laudos e demais elementos que compõem a investigação. O condomínio informou ainda que disponibilizará todas as imagens e informações sob sua posse mediante solicitação formal dos órgãos responsáveis.
A manifestação também enfatiza que eventuais atitudes praticadas individualmente por moradores não refletem a posição institucional do empreendimento. A administração reforçou compromisso com a convivência pacífica, o respeito mútuo e a preservação da integridade física de todas as pessoas envolvidas.
O caso ganhou grande repercussão após a divulgação de vídeos que mostram o desentendimento entre um morador e funcionários da coleta de lixo durante a realização do serviço em frente ao condomínio. De acordo com informações do consórcio LimpaGyn, a confusão teria começado quando o caminhão interrompeu temporariamente a passagem de veículos para permitir a retirada dos resíduos, procedimento considerado rotineiro nas operações de coleta urbana.
Segundo relato da empresa, o motorista do caminhão chegou a remover o veículo para liberar a entrada do morador. No entanto, após o retorno da equipe para concluir o trabalho, a situação evoluiu para uma discussão que terminou em agressões físicas contra os trabalhadores.
O consórcio informou que um dos coletores sofreu ferimentos na cabeça e precisou receber sete pontos, enquanto outros dois funcionários também foram afastados para recuperação física e acompanhamento médico. A empresa prestou assistência às vítimas e registrou boletim de ocorrência.
A direção da LimpaGyn classificou o episódio como grave e reforçou a necessidade de conscientização da população sobre o trabalho desenvolvido pelos profissionais da limpeza urbana. A coleta domiciliar exige paradas frequentes dos veículos, manobras operacionais e circulação reduzida em determinadas vias, procedimentos considerados essenciais para garantir a prestação do serviço público.
O caso também reacendeu o debate sobre a segurança dos trabalhadores da limpeza urbana. Segundo representantes do consórcio, esta é a segunda ocorrência de agressão contra equipes de coleta registrada em poucos dias na capital, cenário que tem gerado preocupação entre gestores e profissionais do setor.
A Polícia Civil segue apurando os fatos para esclarecer a dinâmica da ocorrência, identificar responsabilidades e definir eventuais medidas legais cabíveis. Enquanto isso, o condomínio afirma permanecer à disposição das autoridades para contribuir com o completo esclarecimento do caso.
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