Pesquisa revela diferenças de até 19% nos preços dos combustíveis em Goiânia
Levantamento do Procon Goiás mostra variações expressivas entre postos da capital e reforça a importância da pesquisa de preços para reduzir os gastos dos motoristas.

O consumidor goianiense pode economizar significativamente ao abastecer o veículo, desde que pesquise antes de escolher o posto. Levantamento realizado pelo Procon Goiás na última semana de maio identificou variações expressivas nos preços da gasolina, etanol e diesel comercializados em diferentes regiões de Goiânia, evidenciando um cenário de forte dispersão de valores no mercado local.
A pesquisa analisou 49 estabelecimentos, entre postos bandeirados e independentes, distribuídos pelas regiões Norte, Sul, Oeste, Sudoeste e Centro-Oeste da capital. O estudo teve como objetivo oferecer maior transparência ao consumidor e estimular práticas de consumo mais conscientes diante das constantes oscilações do setor de combustíveis.
Entre os produtos pesquisados, o etanol hidratado apresentou uma das maiores diferenças de preços. Na Região Centro-Oeste, o litro foi encontrado entre R$ 3,99 e R$ 4,74 para pagamentos à vista, uma variação próxima de 19%. O resultado demonstra que pequenas escolhas podem representar economia relevante ao longo do mês, especialmente para motoristas que utilizam o veículo diariamente para trabalho ou deslocamentos frequentes.
A gasolina comum registrou o menor preço da capital em um posto localizado na Região Centro-Oeste, onde o litro era comercializado por R$ 6,53. Já o diesel S-10 apresentou sua maior oscilação na Região Sudoeste, com preços entre R$ 5,99 e R$ 6,99, diferença próxima de 17% entre os estabelecimentos pesquisados.
No caso do diesel S-500, o menor valor identificado foi de R$ 6,29 por litro em postos localizados na Região Oeste de Goiânia. Os dados reforçam que a localização geográfica continua sendo um fator determinante na formação dos preços praticados no mercado varejista de combustíveis.
Além da comparação de preços, órgãos de defesa do consumidor alertam para a necessidade de atenção à qualidade do produto adquirido. Os motoristas devem verificar se o posto possui autorização regular da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), além de conferir se os preços exibidos nos painéis correspondem aos valores registrados nas bombas durante o abastecimento.
Outro aspecto importante é a chamada “regra dos 70%”, amplamente utilizada pelos consumidores para avaliar a viabilidade econômica do etanol. Pela metodologia, o biocombustível tende a ser mais vantajoso quando seu preço corresponde a até 70% do valor da gasolina, parâmetro que auxilia na tomada de decisão durante o abastecimento.
Especialistas em defesa do consumidor também orientam que o cliente acompanhe todo o processo de abastecimento, observe se a bomba foi zerada antes do início da operação e exija a emissão da nota fiscal. O documento é fundamental para eventual registro de reclamações ou denúncias relacionadas a divergência de preços, problemas na quantidade abastecida ou suspeitas de adulteração do combustível.
A pesquisa evidencia que, em um cenário de pressão sobre o orçamento das famílias, a simples comparação de preços entre postos pode gerar economia significativa ao longo do ano, contribuindo para um consumo mais eficiente e financeiramente sustentável.
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