Polícia Civil prende duas mulheres em investigação sobre entrega irregular e possível ocultação de criança no Entorno do DF
Caso apura suposta rede de colocação clandestina de menores em lares substitutos; bebê foi localizada no Distrito Federal e encaminhada ao Conselho Tutelar após decisão judicial.
A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia de Polícia e da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Novo Gama, vinculadas à 5ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), cumpriu mandados de prisão preventiva contra duas mulheres investigadas por suposta participação em um esquema de entrega irregular e ocultação de crianças no Entorno do Distrito Federal.
As diligências integram inquérito instaurado a partir de comunicação do Ministério Público, motivada por relatório técnico encaminhado pela Vara da Infância e Juventude. O documento indicava a possível existência de uma criança recém-nascida mantida fora do alcance da rede de proteção formal, em desacordo com os procedimentos legais de guarda e adoção previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.
No curso das investigações, a Polícia Civil identificou elementos que apontam para um histórico de entregas informais de filhos a terceiros sem autorização judicial ou acompanhamento institucional. Segundo os autos, uma das investigadas teria realizado ao menos quatro entregas anteriores em condições semelhantes, enquanto outra criança permanecia sob cuidados de terceiros sem qualquer regularização perante o sistema de proteção à infância.
Diante do conjunto de indícios reunidos, a autoridade policial representou pela prisão preventiva das suspeitas, medida que foi deferida pelo Poder Judiciário com base na necessidade de garantia da ordem pública e preservação da integridade da investigação.
Uma das investigadas foi localizada e presa em Novo Gama. A segunda deixou o local antes da efetivação da ordem judicial e passou a ser considerada foragida, sendo posteriormente localizada no Distrito Federal, onde também foi cumprido o mandado de prisão. Na mesma ação, a criança investigada foi encontrada e imediatamente encaminhada ao Conselho Tutelar, que adotou os procedimentos legais de acolhimento e proteção.
As investigadas permanecem à disposição da Justiça. O caso segue sob sigilo parcial e em fase de aprofundamento investigativo, com a apuração voltada à identificação de possíveis intermediários, eventuais beneficiários das entregas informais e circunstâncias que possam configurar rede organizada de encaminhamento irregular de menores.
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