Aluno com TDAH é agredido por colegas dentro de escola em Barro Alto e caso acende alerta sobre violência escolar
Investigação aponta prática de bullying contra estudante de 12 anos; Polícia Civil apura responsabilidades e analisa imagens da agressão ocorrida em unidade pública de ensino
Um estudante de 12 anos diagnosticado com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) foi agredido por colegas dentro de uma escola pública de Barro Alto, em um caso que passou a ser investigado pela Polícia Civil do Estado de Goiás como possível episódio de bullying com violência física coletiva.
Imagens analisadas pela investigação mostram o adolescente sendo atingido por socos e chutes dentro da unidade escolar. O vídeo registra o momento em que a vítima recebe um golpe na cabeça, cai no chão e, já sem condições de reação, continua sendo alvo das agressões praticadas por outros estudantes.
A gravação também evidencia a chegada de uma coordenadora da escola para interromper a violência. Mesmo após a intervenção da funcionária, outro adolescente se aproxima e desfere um chute contra o estudante caído.
O caso provocou forte repercussão na cidade e reacendeu o debate sobre violência escolar, vulnerabilidade de estudantes neurodivergentes e falhas nos mecanismos de prevenção ao bullying dentro do ambiente educacional.
Segundo a investigação, a mãe do estudante procurou a polícia dias após o ocorrido e relatou que o filho possui diagnóstico de TDAH, condição neurobiológica que pode afetar atenção, impulsividade e interação social. A suspeita é de que a vítima vinha sofrendo constrangimentos recorrentes dentro do ambiente escolar.
O delegado responsável pelo caso afirmou que os indícios reunidos até o momento apontam para uma dinâmica de humilhação coletiva e intimidação sistemática, cenário frequentemente associado a práticas de bullying entre adolescentes.
A Polícia Civil informou que aguarda a conclusão de laudos e oitivas para finalizar o procedimento investigativo. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados em razão da legislação que protege menores de idade.
De acordo com os investigadores, um dos adolescentes apontados como participante das agressões foi transferido de unidade escolar após o episódio, medida adotada em caráter preventivo. A vítima continua matriculada na mesma instituição.
A corporação destacou ainda que, até o momento, não foram identificados elementos que indiquem omissão da escola diante da ocorrência. Conforme o relato policial, a coordenação teria separado a confusão, acionado a Polícia Militar do Estado de Goiás, comunicado os responsáveis e encaminhado as imagens do circuito interno para auxiliar nas investigações.
Especialistas em educação e saúde mental apontam que episódios envolvendo estudantes neurodivergentes exigem protocolos específicos de acolhimento, mediação de conflitos e acompanhamento psicopedagógico. Casos de violência reiterada em ambiente escolar podem gerar impactos emocionais prolongados, comprometendo desempenho acadêmico, convívio social e desenvolvimento psicológico da vítima.
O caso segue sob apuração da Polícia Civil e também poderá ser acompanhado pelos órgãos de proteção à infância e adolescência.
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