Tragédia na BR-381: repórter morre após acidente durante cobertura sobre segurança viária
Jornalista da Band Minas não resiste aos ferimentos após colisão em rodovia federal; cinegrafista morre no local e caso expõe riscos recorrentes na estrada

A morte da repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, após um grave acidente na BR-381, em Minas Gerais, evidencia de forma contundente os riscos estruturais e operacionais enfrentados diariamente por profissionais da imprensa em deslocamentos rodoviários. A jornalista, que integrava a equipe da Band Minas, teve morte encefálica confirmada após permanecer internada em estado crítico no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
O acidente envolveu também o cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, que morreu ainda no local da colisão. Ambos retornavam de uma pauta jornalística quando o veículo em que estavam se envolveu em um sinistro de alta gravidade em um dos trechos mais críticos da rodovia, nas imediações de Santa Luzia e Sabará, região marcada por elevado índice de ocorrências.
Alice Ribeiro foi socorrida em estado grave, com quadro de politraumatismo e perda significativa de volume sanguíneo, exigindo intervenções emergenciais, incluindo transfusões. Apesar dos esforços médicos, a evolução clínica foi desfavorável, culminando na confirmação de morte encefálica, conforme informado pela Polícia Militar de Minas Gerais.
O episódio ganha contornos ainda mais simbólicos pelo fato de a equipe produzir uma reportagem justamente sobre a periculosidade da BR-381, conhecida historicamente por seu alto índice de acidentes e gargalos estruturais. O conteúdo abordava, entre outros pontos, os desafios de infraestrutura e o andamento de obras de duplicação em trechos considerados críticos da rodovia.
Com papel relevante no jornalismo regional, Alice Ribeiro havia ingressado recentemente na emissora mineira, após passagens por veículos em Brasília e Feira de Santana. Reconhecida por sua atuação em reportagens de campo, deixa familiares, incluindo marido e um filho de nove meses.
Em nota institucional, a emissora destacou o compromisso de prestar assistência à família e lamentou a perda precoce da profissional. A tragédia reacende o debate sobre segurança viária em rodovias federais estratégicas e reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes voltadas à redução de sinistros, especialmente em corredores logísticos de alta circulação.
Especialistas em mobilidade e segurança no trânsito apontam que a BR-381, também chamada de “Rodovia da Morte” em determinados trechos, concentra fatores de risco como tráfego intenso de veículos pesados, geometria viária inadequada e histórico de manutenção irregular, elementos que contribuem para a recorrência de acidentes graves.
O caso segue sob apuração das autoridades competentes, que devem analisar as circunstâncias da colisão para determinar causas e eventuais responsabilidades.
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