Agrodefesa reforça regras sanitárias e esclarece exigências para transporte de rebanhos em Goiás
Normas mantêm obrigatoriedade de exames apenas para trânsito interestadual e destacam controle rigoroso contra brucelose e tuberculose

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária reiterou as diretrizes sanitárias para o trânsito de bovinos e bubalinos destinados à reprodução, esclarecendo que não houve ampliação de exigências para produtores rurais em Goiás. A obrigatoriedade de exames negativos para brucelose e tuberculose permanece restrita às movimentações interestaduais, conforme estabelecido por normativas vigentes do próprio órgão e do Ministério da Agricultura e Pecuária.
O posicionamento institucional busca conter interpretações equivocadas no setor produtivo e reforçar que o arcabouço regulatório atual não impõe novos custos ou obrigações adicionais, mantendo o equilíbrio entre vigilância sanitária e viabilidade econômica da atividade pecuária.
Do ponto de vista técnico, os protocolos seguem parâmetros consolidados na defesa sanitária animal. Os exames possuem validade de 60 dias e são exigidos para o trânsito entre unidades da federação, além de situações específicas como participação em eventos com aglomeração de animais. A testagem para brucelose contempla fêmeas não vacinadas a partir de oito meses, animais vacinados com RB51 e machos, enquanto fêmeas imunizadas com B19 só podem ser testadas após 24 meses. Já o controle da tuberculose exige testagem em bovinos e bubalinos com idade igual ou superior a seis semanas.
A normativa também estabelece critérios rigorosos para manejo de casos positivos. Animais diagnosticados com brucelose ou tuberculose têm trânsito proibido, exceto quando destinados ao abate sanitário. Nesses casos, devem ser identificados, isolados do rebanho e retirados imediatamente da produção, especialmente leiteira. O abate deve ocorrer em prazo determinado e sob inspeção oficial, garantindo rastreabilidade e mitigação de riscos à saúde pública.
Segundo a Agrodefesa, o foco das ações está na intensificação da vigilância epidemiológica e na educação sanitária dos produtores, estratégia considerada mais eficaz para contenção de doenças infectocontagiosas de impacto econômico e zoonótico. A recomendação técnica inclui a exigência de atestados sanitários na aquisição de animais, prática essencial para evitar a introdução de enfermidades nos rebanhos.
A manutenção dessas diretrizes está alinhada às políticas nacionais de sanidade animal, que visam preservar a qualidade do rebanho brasileiro, assegurar a competitividade do setor agropecuário e atender às exigências de mercados consumidores cada vez mais rigorosos em relação à segurança sanitária.
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