Crime brutal e premeditado: esposa e cunhada são condenadas por execução de cartorário, em Goiás
Tribunal do Júri reconhece crime premeditado, com motivação financeira e execução planejada; sentença impõe até 30 anos de prisão em regime fechado

O Tribunal do Júri da comarca de Rubiataba proferiu condenação em um dos casos criminais de maior repercussão recente no interior goiano, ao responsabilizar a esposa e a cunhada de um cartorário pelo assassinato da vítima. As penas, fixadas em regime fechado, refletem a gravidade dos fatos reconhecidos pelo Conselho de Sentença, que acolheu integralmente a tese de homicídio qualificado.
A esposa da vítima, foi condenada a 30 anos de reclusão, enquanto sua irmã, recebeu pena de 24 anos, 11 meses e 27 dias. Ambas tiveram negado o direito de recorrer em liberdade, decisão fundamentada no risco processual e na natureza do crime.
De acordo com a sentença assinada pelo magistrado Liciomar Fernandes da Silva, o homicídio de Luiz Fernando Alves Chaves foi cometido com qualificadoras de motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O conjunto probatório indicou que a ação foi planejada com antecedência e executada de forma organizada, com participação indireta das rés por meio da contratação de terceiros.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil de Goiás apontaram que o crime foi articulado com o objetivo de assegurar vantagens patrimoniais e viabilizar mudanças na vida pessoal da mandante. Elementos colhidos durante o inquérito indicaram que o homicídio teria sido disfarçado como latrocínio, estratégia que buscava dificultar a identificação dos autores intelectuais.
A vítima foi privada de liberdade, imobilizada e posteriormente executada com múltiplos disparos de arma de fogo, em circunstâncias que evidenciaram vulnerabilidade extrema e ausência de possibilidade de reação. A materialidade e a autoria foram corroboradas por provas técnicas e testemunhais apresentadas ao longo da instrução processual.
O caso também gerou impacto social relevante, sobretudo em razão do contexto familiar. A vítima deixou três filhos menores, que passaram a enfrentar desestruturação familiar agravada pela prisão da mãe. A decisão judicial ainda destacou os efeitos econômicos decorrentes da morte, considerando que o cartorário era responsável pelo sustento do núcleo familiar.
As rés permanecem custodiadas desde a fase de investigação e deverão iniciar o cumprimento das penas após o trânsito em julgado da sentença. Até o momento, as defesas não se manifestaram publicamente após a condenação, mantendo-se o espaço aberto para eventuais posicionamentos.
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