Polícia Civil desmonta rede de diplomas falsos em Goiás e amplia investigação sobre participação de instituições
Operação “Escola de Papel” cumpre mandados, apreende documentos irregulares e aponta atuação estruturada com possível envolvimento de agentes educacionais

A Polícia Civil de Goiás avançou no enfrentamento a fraudes educacionais ao deflagrar a segunda fase da operação “Escola de Papel”, voltada à desarticulação de um esquema de comercialização ilegal de diplomas e certificados escolares. A ofensiva foi conduzida por equipes do Grupo Especializado de Investigações Criminais, vinculado à 2ª Delegacia Regional de Polícia de Aparecida de Goiânia.
Foram cumpridos mandados judiciais de busca e apreensão e de prisão contra suspeitos apontados como responsáveis pela estrutura e operação do esquema. As investigações revelam um modelo de atuação organizado, com oferta sistemática de diplomas de ensino superior — sobretudo na área de Educação Física — e certificados de conclusão do ensino médio a pessoas que não frequentaram regularmente instituições de ensino.
O material apreendido inclui diplomas com indícios de falsificação, certificados irregulares, além de dispositivos eletrônicos e documentos administrativos que serão submetidos à análise pericial. Em uma das diligências, uma mulher foi flagrada no momento em que buscava adquirir um diploma fraudulento, reforçando a continuidade da atividade criminosa no momento da ação policial.
A apuração indica ainda a possível participação de agentes ligados ao sistema educacional, incluindo diretores de escolas públicas no Pará e dirigentes de instituições de ensino superior. A suspeita é de que esses envolvidos tenham contribuído para a emissão ou validação de documentos irregulares, ampliando a complexidade do esquema e seu alcance interestadual.
Segundo a Polícia Civil, os investigados utilizavam redes sociais e aplicativos de mensagens como principal canal de captação de clientes, oferecendo documentos com aparência de legitimidade mediante pagamento. A prática, além de configurar fraude, impacta diretamente a credibilidade do sistema educacional e pode gerar riscos à sociedade, especialmente quando envolve profissões regulamentadas.
Os suspeitos poderão responder por crimes como estelionato, falsificação de documento público, uso de documento falso, falsidade ideológica e associação criminosa. As autoridades destacam que novas fases da operação não estão descartadas, à medida que a análise do material apreendido pode revelar outros envolvidos e ramificações do esquema.
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