Família de goiano morre soterrada após deslizamento destruir casa na Zona da Mata mineira
Quatro pessoas da mesma residência perderam a vida em Eugenópolis; laudos preliminares apontam saturação do solo após chuvas intensas como causa do desmoronamento

Quatro integrantes de uma mesma família morreram após a residência onde viviam ser atingida por um deslizamento de terra em Eugenópolis, município da Zona da Mata de Minas Gerais. Entre as vítimas está o goiano Henrique Moreira de Araújo, de 32 anos, natural de Santo Antônio do Descoberto, no Entorno do Distrito Federal. Também morreram Ana Maria de Carvalho Alves, de 42 anos, e os filhos dela, Weverton Alves Mendes, de 21, e Wesley Carvalho Valentim Rocha, de 17.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, a ocorrência está associada ao elevado volume de chuvas registrado na região nos últimos dias, que provocou saturação do solo e desencadeou o deslocamento de massa sobre o imóvel. A hipótese inicial de rompimento de açude nas proximidades foi descartada após vistoria técnica realizada pelas equipes no local.
A residência, construída em alvenaria, possuía dois quartos, sala, cozinha e banheiro, além de uma estrutura anexa com cobertura metálica. O imóvel foi completamente encoberto por lama, destroços e fragmentos de vegetação. Segundo os bombeiros, o cenário encontrado indicava soterramento integral da edificação, o que exigiu atuação cautelosa das equipes de salvamento.
Participaram da operação militares especializados em busca e resgate em estruturas colapsadas, com apoio da Polícia Militar e da Defesa Civil municipal. Após avaliação das condições de segurança da encosta, os trabalhos de localização das vítimas foram iniciados. Um animal doméstico foi resgatado com vida sob os escombros e entregue a vizinhos.
Os corpos foram encontrados em pontos distintos da área soterrada, sob camadas de lama e estruturas da própria residência. O local foi isolado para perícia da Polícia Civil de Minas Gerais. Após a liberação, os corpos foram removidos e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Muriaé para os procedimentos legais.
Representantes da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) e da coordenação regional realizaram inspeções técnicas na área para avaliar riscos geológicos e hidrológicos remanescentes. Também houve verificação preventiva de reservatórios existentes nas imediações, com comunicação aos órgãos ambientais competentes.
Casos como este, segundo especialistas em geotecnia e gestão de riscos, estão frequentemente associados à combinação entre ocupação em áreas suscetíveis e eventos de precipitação acumulada acima da média, que reduzem a coesão do solo e elevam o risco de escorregamentos. A apuração oficial das circunstâncias seguirá sob responsabilidade das autoridades mineiras.
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