4 de fevereiro de 2026
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Mãe é presa após agredir servidora em escola estadual durante tentativa de matrícula, em Trindade

Confusão ocorreu após a confirmação da inexistência de vagas; Polícia Civil apura o caso e Seduc afirma que aluno pode ser remanejado para outras unidades da rede
Os familiares do estudante podem procurar os Colégios Estaduais Adaguismar de Oliveira e o Teotônio Vilela para realizar a matrícula’ , ressaltou o órgão.

Uma ocorrência de agressão contra uma servidora pública dentro de uma unidade escolar da rede estadual terminou com a prisão em flagrante de uma mãe de aluno em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia. O episódio foi registrado no Colégio Estadual Alfa Ômega e mobilizou equipes da Polícia Civil após a funcionária ser atacada durante o atendimento relacionado à matrícula de um estudante.

De acordo com informações oficiais da Polícia Civil, a mulher se exaltou ao ser informada de que não havia vagas disponíveis na unidade para o ano letivo. Durante a discussão, ela passou a ofender servidores e, em seguida, partiu para agressão física contra uma funcionária da escola. A suspeita foi detida no local e autuada pelos crimes de desacato e lesão corporal.

Após ser conduzida à delegacia, a mulher prestou depoimento e foi liberada mediante pagamento de fiança. Um inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias do caso e reunir elementos que subsidiem a responsabilização penal. O nome da suspeita não foi divulgado, e, até o momento, a defesa não se manifestou.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) esclareceu que a família havia solicitado anteriormente a Transferência de Interesse Particular (TIP), mecanismo que permite ao estudante mudar de escola para uma unidade mais próxima de sua residência. No entanto, segundo a pasta, o prazo para confirmação da transferência expirou sem que o procedimento fosse concluído, o que resultou na perda da vaga originalmente assegurada.

A Seduc informou ainda que, mesmo após ser comunicada oficialmente sobre a lotação do Colégio Estadual Alfa Ômega, a responsável deixou a documentação na escola, afirmando que aguardaria eventual abertura de vaga. Na manhã do ocorrido, ao receber nova negativa, a situação evoluiu para ofensas verbais e agressão física.

Apesar do impasse, a Secretaria reforçou que o estudante não ficará sem acesso à rede pública de ensino. Segundo o órgão, há possibilidade imediata de matrícula em outras unidades estaduais da cidade. A orientação é para que a família procure os Colégios Estaduais Adaguismar de Oliveira ou Teotônio Vilela, onde existem vagas disponíveis.

O caso reacende o debate sobre a pressão enfrentada por servidores da educação durante o período de matrículas e sobre a necessidade de garantir segurança e respeito no ambiente escolar, especialmente em situações de alta demanda por vagas na rede pública.

Nota da Secretaria de Estado da Educação de Goiás

‘Em atenção à solicitação de informações sobre os fatos ocorridos no Colégio Estadual Alfa Ômega, no município de Trindade, a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc/GO) esclarece:

A servidora que foi agredida está sendo acompanhada pelo Núcleo de Atenção aos Servidores da Secretaria de Estado da Educação. Logo após a agressão, ela foi encaminhada para os primeiros atendimentos e, posteriormente, transferida para Goiânia para consulta médica;

Em relação à situação do estudante quanto à matrícula, no mês de novembro de 2025 a família solicitou a TIP (Transferência de Interesse Particular), para que o aluno passasse a frequentar uma unidade escolar mais próxima de sua residência;

O período de solicitação de vagas ocorreu de 10/11 a 01/12 de 2025, e o de confirmação, de 12 a 19 de dezembro do mesmo ano. A família não realizou a confirmação dentro do prazo e, no início de 2026, procurou novamente a unidade escolar para solicitar uma nova vaga para o estudante;

Mesmo após ser informada sobre a lotação da escola, a mãe deixou a documentação, relatando que aguardaria o surgimento de uma vaga. Na manhã desta segunda-feira, (02/02), ao ser informada novamente sobre a inexistência de vagas, a mãe passou a proferir ofensas contra os servidores e chegou às vias de fato com a servidora;

A servidora agredida registrou boletim de ocorrência. A mãe do estudante foi conduzida à delegacia e encontra-se sob custódia das forças de segurança;

A Coordenação Regional de Educação (CRE) de Trindade informa que é possível alocar o estudante em outra unidade escolar, uma vez que ele abriu mão da vaga que possuía no Colégio Estadual Alfa Ômega ao solicitar a TIP. Os familiares do estudante podem procurar os Colégios Estaduais Adaguismar de Oliveira e o Teotônio Vilela para realizar a matrícula’.

TAGS: #Educação #Trindade #ViolênciaEmEscola #PolíciaCivil #RedeEstadual

Marcus

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