Operação desarticula rede interestadual de roubo de caminhonetes de luxo e prende mais de 30 suspeitos
Investigação aponta atuação por encomenda, divisão em núcleos regionais e movimentação de quase R$ 16 milhões em um ano; veículos eram levados à fronteira ou desmontados para o mercado ilegal

Uma operação de grande envergadura deflagrada nesta terça-feira (3) desarticulou uma organização criminosa especializada no roubo de caminhonetes de alto valor, com atuação interestadual e ramificações em Goiás, Distrito Federal, Ceará e Rio de Janeiro. Ao menos 37 pessoas foram presas, suspeitas de integrar um esquema que, segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), movimentou R$ 15,9 milhões em apenas um ano.
As investigações apontam que o grupo foi responsável pelo roubo de 53 caminhonetes entre janeiro e dezembro de 2025, sobretudo dos modelos Toyota Hilux e SW4, alvos preferenciais devido ao alto valor de mercado, liquidez e facilidade de revenda ilegal. A atuação era estruturada e segmentada, com núcleos regionais responsáveis por funções específicas, desde a execução dos roubos até a destinação final dos veículos.
Ao todo, a Justiça expediu 43 mandados de prisão, sendo 20 cautelares e 23 temporários, além de 49 mandados de busca e apreensão e 18 ordens de sequestro cautelar de bens, medida destinada a enfraquecer financeiramente a organização e interromper o ciclo econômico do crime. Entre os alvos estão três investigados apontados como líderes do esquema, responsáveis pela articulação logística e pela distribuição das encomendas.
De acordo com a apuração policial, parte das caminhonetes roubadas era levada para regiões de fronteira com a Bolívia e o Paraguai, onde os veículos eram utilizados como moeda de troca por drogas. Os entorpecentes retornavam ao Brasil e eram inseridos no mercado ilícito, ampliando o alcance do crime organizado para além dos delitos patrimoniais.
Outra parcela dos veículos tinha destino diferente: desmanches clandestinos, onde as caminhonetes eram desmontadas e as peças revendidas de forma irregular em lojas e canais paralelos, alimentando um mercado ilegal de autopeças e dificultando o rastreamento dos bens subtraídos.
Para burlar a fiscalização, os criminosos adulteravam placas e sinais identificadores logo após os roubos, estratégia que dificultava a localização dos veículos e ampliava o tempo de circulação clandestina. Os nomes dos presos não foram divulgados, e as investigações seguem em curso para identificar outros envolvidos e recuperar ativos financeiros e patrimoniais ligados à organização.
A operação reforça a integração entre forças de segurança e o foco no combate a estruturas criminosas organizadas, especialmente aquelas que associam crimes patrimoniais ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro, ampliando o impacto social e econômico da criminalidade.
Tags: #OperaçãoPolicial #CrimeOrganizado #RouboDeVeículos #SegurançaPública #PolíciaCivil

