Terminal Praça A é totalmente reconstruído, triplica de área e consolida novo padrão do transporte coletivo em Goiânia
Com investimento de R$ 29 milhões, requalificação estrutural após 26 anos integra pacote de modernização que inclui frota elétrica inédita no mundo e amplia eficiência do BRT Leste-Oeste
O Terminal Praça A, um dos principais e mais movimentados polos do transporte coletivo de Goiânia, passou por uma reconstrução completa e teve sua área praticamente triplicada, consolidando-se como um dos equipamentos urbanos mais modernos da Região Metropolitana. Após 26 anos sem intervenções estruturais, o terminal saiu de 1.941,60 m² para 5.541,76 m², em uma obra concluída em nove meses, com investimento total de R$ 29 milhões.
A nova estrutura foi concebida para atender, com mais conforto, segurança e eficiência operacional, cerca de 50 mil passageiros que circulam diariamente pelo local. O espaço recebeu instalações modernas, sistema de monitoramento com 74 câmeras de segurança, banheiros acessíveis, áreas de circulação mais amplas e recursos tecnológicos voltados à gestão do fluxo de usuários e veículos.
A entrega do terminal foi acompanhada da apresentação de um dos projetos mais ambiciosos do transporte público brasileiro: a incorporação de 21 novos ônibus elétricos ao sistema e a implantação da maior estação de recarga de veículos elétricos do país, instalada na garagem da Metrobus. A estrutura conta com 23 carregadores de 240 kW, capazes de atender até 46 ônibus simultaneamente, com potência total de 6 MVA, assegurando autonomia e operação contínua da frota.
Os novos veículos passam a operar no eixo do BRT Leste-Oeste Anhanguera e posicionam a Região Metropolitana de Goiânia como a primeira do mundo a utilizar ônibus elétricos biarticulados de 28 metros em linhas regulares. Ao todo, são 16 ônibus articulados, com capacidade para até 180 passageiros, e cinco biarticulados, aptos a transportar até 250 usuários por viagem, ampliando significativamente a eficiência do sistema.
As intervenções fazem parte do projeto Nova RMTC, que prevê investimentos da ordem de R$ 2 bilhões para a modernização do transporte coletivo em 19 municípios da região metropolitana, beneficiando aproximadamente 530 mil usuários por dia. Mesmo com o pacote de investimentos, a tarifa permanece congelada em R$ 4,30 desde 2019, um dos valores mais baixos entre capitais brasileiras.
Além da ampliação da capacidade operacional, o projeto reforça o compromisso ambiental do sistema. A adoção da frota elétrica reduz de forma expressiva a emissão de gases de efeito estufa, colocando Goiânia entre as referências nacionais em mobilidade urbana sustentável e aproximando o modelo local de padrões observados em países líderes no setor.
No âmbito urbano, a requalificação do Terminal Praça A também se conecta a outras medidas de mobilidade, como faixas exclusivas para ônibus, reorganização do tráfego e sincronização semafórica, estratégias voltadas à redução do tempo de deslocamento e ao aumento da confiabilidade do transporte coletivo.
A percepção de quem utiliza o terminal diariamente reforça o impacto da transformação. Comerciantes e usuários destacam a mudança radical nas condições de uso, com melhoria significativa na organização, no conforto e na sensação de segurança.
Com a entrega do Terminal Praça A, somam-se às unidades já reconstruídas os terminais Dergo, Novo Mundo, Praça da Bíblia e Senador Canedo. A previsão é de que o Terminal Padre Pelágio conclua, em breve, o processo de requalificação completa dos terminais do BRT Leste-Oeste, que já conta com todas as 19 estações do corredor Anhanguera reformadas, consolidando um novo patamar de infraestrutura para o transporte público da capital.
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