Justiça determina interdição de frigorífico em Inhumas por suspeita de crime ambiental grave
Decisão atende pedido da Polícia Civil, com aval do Ministério Público, após indícios de poluição com risco à saúde humana e à fauna

A Polícia Civil de Goiás cumpriu, na manhã desta quinta-feira (15), decisão judicial que impôs medidas cautelares severas a um frigorífico localizado no município de Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia. A ação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Inhumas, vinculada à 16ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), com apoio do Batalhão Ambiental da Polícia Militar e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Social (Semad).
A ordem judicial foi expedida após representação da autoridade policial e manifestação favorável do Ministério Público de Goiás, diante de indícios consistentes da prática de crime ambiental. As investigações apontam para a ocorrência de poluição ambiental com potencial de causar danos relevantes à saúde humana, além de impactos negativos à fauna e aos recursos naturais da região.
Entre as medidas determinadas pela Justiça está a suspensão imediata de todas as atividades do frigorífico, incluindo as etapas de abate, processamento e manipulação de carnes. Também foi ordenada a interdição e a lacração de pontos de lançamento de efluentes e de estruturas de drenagem consideradas irregulares, com o objetivo de impedir o despejo de resíduos industriais no solo e em corpos hídricos próximos.
A decisão prevê ainda a realização de perícia ambiental urgente, destinada à análise técnica da qualidade da água e à mensuração de eventual dano ambiental já causado. Os laudos periciais deverão subsidiar o aprofundamento das investigações e a definição das responsabilidades administrativas, cíveis e criminais.
Segundo fontes ligadas à apuração, a atuação integrada entre Polícia Civil, Polícia Militar Ambiental e Semad foi fundamental para a identificação das irregularidades e para a adoção de medidas imediatas de contenção, visando evitar a continuidade de possíveis danos ambientais.
As investigações seguem em andamento e permanecem sob sigilo parcial, com foco na análise dos resultados periciais, documentos técnicos e demais elementos de prova. A depender das conclusões, os responsáveis poderão responder por crimes previstos na legislação ambiental, além de sanções administrativas e reparação dos danos eventualmente constatados.
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