Operação interestadual neutraliza liderança do “Novo Cangaço”, alvo de mandados por crimes violentos em Goiás e outros estados
Ação conjunta das forças de segurança de Goiás, Santa Catarina, Distrito Federal e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado encerra trajetória de um dos criminosos mais temidos do país, envolvido em ataques a bancos, sequestros e homicídios.

Uma operação articulada entre forças de segurança de três estados e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) resultou na neutralização de Lezenilton Luís Oliveira Teixeira, conhecido como “Coroa”, apontado pelas investigações como uma das figuras mais violentas e estratégicas do “Novo Cangaço”. Ele foi localizado em uma área rural de Braço do Norte, em Santa Catarina, onde se escondia após a intensificação das ações policiais.
O “Novo Cangaço” é marcado por ataques de grande impacto em pequenas e médias cidades, caracterizados pelo uso de armamento pesado, reféns como escudo humano e explosões coordenadas contra agências bancárias, carros-fortes e instituições públicas. A atuação do grupo, segundo fontes da segurança pública, combina logística precisa, conhecimento de rotas interestaduais e extrema violência operacional.
A trajetória de “Coroa” sintetiza o padrão de brutalidade associado à facção. Em Goiás, sua presença criminosa deixou um rastro de ataques sofisticados e letais. Em São Miguel do Araguaia, participou da ação que culminou no assassinato da servidora do Ministério Público Viviane Costa, feita refém durante um ataque a uma instituição financeira. Em Cavalcante, liderou a explosão de uma agência bancária enquanto mantinha dezenas de pessoas sob ameaça direta. Em Santa Terezinha de Goiás, comandou mais um ataque com explosivos e reféns, ampliando o clima de terror entre os moradores.
Outras investidas atribuídas a Lezenilton envolveram a destruição de uma agência bancária em Mara Rosa, seguida de disparos contra a Delegacia local para impedir a reação policial; o ataque a um carro-forte entre Campinaçu e Formoso; e a ofensiva em Acreúna, que incluiu explosões, assalto a uma joalheria e intenso confronto armado com a população refém sob coerção.
Contra o suspeito havia diversos mandados de prisão preventiva expedidos pelas comarcas de Goiânia, Mara Rosa e Cavalcante. Ele respondia por crimes como roubo qualificado, explosão de instalações financeiras, incêndio criminoso, associação criminosa armada e porte ilegal de armas de uso restrito. Além disso, cumpria condenação definitiva de 38 anos de reclusão imposta pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por delitos relacionados ao crime organizado.
A operação que resultou em sua captura foi conduzida pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar de Goiás, em cooperação com as Polícias Militares de Santa Catarina e do Distrito Federal, além da FICCO. De acordo com informações oficiais, após a identificação do esconderijo, as equipes foram mobilizadas para cumprir os mandados de prisão. Houve resistência armada por parte de Lezenilton, que acabou neutralizado no confronto.
A ação é considerada pelas autoridades um marco no enfraquecimento da célula interestadual do “Novo Cangaço”, que, nos últimos anos, havia reduzido sua capacidade de articulação após operações simultâneas de inteligência e repressão. A investigação segue em andamento para identificar possíveis colaboradores que davam suporte logístico ao fugitivo em Santa Catarina e para rastrear eventuais conexões ainda ativas da organização criminosa.
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