Compositor Rivanil, autor de “Cumade e Cumpade”, morre em Aparecida de Goiânia e deixa legado marcante no sertanejo
“Cumade e Cumpade” e outras composições consagradas consolidaram a relevância de Rivanil no universo musical — seu falecimento mobiliza homenagens e reacende memória de uma trajetória influente
O mundo da música sertaneja perdeu, nesta quinta-feira (27), o compositor Rivanil Cirino de Jesus, 56 anos, encontrado morto em sua residência em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. A informação foi confirmada pela assessoria da Banda Swing Brasil, grupo do qual fazia parte — ao lado do irmão Ronival — e que marcou época nos anos 1990.
O velório e sepultamento estão previstos para sexta-feira (28), com cerimônia no Cemitério Municipal Vale da Paz, onde familiares, amigos e admiradores devem prestar última homenagem.
“Cumade e Cumpade” — um hino do sertanejo e símbolo da irreverência
A composição mais célebre de Rivanil, “Cumade e Cumpade”, alcançou destaque nacional ao ser regravada pela dupla Leandro & Leonardo em 1998. A canção tornou-se um marco do sertanejo irreverente, atravessando décadas e gerando versões e regravações.
A obra, além de capturar o clima descontraído e festivo típico das festas sertanejas, evidenciou a versatilidade de Rivanil como compositor — capaz de traduzir em versos o humor, a cultura popular e as vivências rurais ou periféricas com autenticidade. Críticos e músicos frequentemente reconhecem a canção como um símbolo do período áureo do gênero, pela capacidade de combinar melodia marcante e letra que dialogava com o público amplo.
Carreira além de um hit: repertório diverso e influência editorial
Embora “Cumade e Cumpade” seja a música mais lembrada pelo grande público, o acervo de Rivanil vai além. Ele assinou composições gravadas por diferentes intérpretes e integrou a formação da Banda Swing Brasil — que, nos anos 1990, era referência no Centro-Oeste, levando ritmos sertanejos e de forró a palcos regionais e nacionais.
Fontes discográficas apontam que o artista inscreveu dezenas de fonogramas registrados sob seu nome, o que demonstra uma produção contínua e consistente, ainda que nem todas as faixas tenham alcançado o mesmo sucesso midiático.
Colegas de profissão, produtores musicais e admiradores já expressaram condolências e destacaram a importância de reconhecer o papel de compositores como Rivanil — pilares muitas vezes discretos, mas decisivos para a consolidação e perenidade de sucessos no sertanejo e na música popular brasileira. A associação de direitos autorais que representava Rivanil emitiu nota de pesar, ressaltando a relevância de sua obra e repertório para gerações.
Legado e memória: influência persistente e espaço permanente na cultura sertaneja
O falecimento de Rivanil reacende o reconhecimento da importância dos compositores na cadeia cultural — muitas vezes invisíveis, porém fundamentais para a perpetuação de estilos, histórias e identidades regionais. Suas músicas, gravadas por nomes consagrados, atravessaram gerações e mantêm relevância em playlists, rádios, festas e nas redes sociais.
Especialistas e músicos reflexivos costumam lembrar que sucessos como “Cumade e Cumpade” não surgem por acaso: demandam talento, vivência, sensibilidade e domínio de linguagem — atributos que Rivanil manifestava com clareza. Ao compor ritmos que dialogavam com o sertanejo tradicional, mas também com o humor e a cultura popular urbana, ele contribuiu para ampliar o espectro do gênero e adaptá-lo às transformações sociais e culturais dos anos 1990 e 2000.
Em entrevistas e declarações recentes, produtores destacam a lacuna que se forma com sua ausência: “não é apenas uma voz que se cala, mas quem compôs canções que marcaram momentos e vidas”, afirma um deles ao lamentar a notícia.
Último adeus a um criador de sucessos
O velório aberto aos admiradores e o sepultamento no Vale da Paz prometem reunir familiares, colegas de profissão e fãs — muitos dos quais cresceram ouvindo as canções de Rivanil. A data certamente ganhará contornos de celebração à memória: relatos, saudades, homenagens musicais, e o reconhecimento público da dimensão de sua obra.
Em um país onde a música popular é parte vital da identidade cultural, a partida de compositores como Rivanil reforça a urgência de valorizar e documentar o legado desses criadores. Que “Cumade e Cumpade” e demais composições continuem sendo canto presente — como tributo permanente a quem as escreveu.
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