24 de janeiro de 2026
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Goiânia se prepara para receber o retorno da MotoGP: ingressos entram em venda geral nesta quinta

Evento marca o retorno da categoria de motovelocidade ao Brasil após mais de duas décadas; circuito Ayrton Senna passa por reforma milionária e expectativa é de forte impacto econômico em Goiás
“Esse é um evento que coloca Goiás no mapa mundial do esporte”, comemora Caiado durante evento de demonstração do MotoGP. (Foto: Romullo Carvalho)

A partir do meio-dia desta quinta-feira (2), estará aberta a venda geral de ingressos para o Grande Prêmio do Brasil de MotoGP, que acontecerá entre os dias 20 e 22 de março de 2026, no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia. O anúncio consolida o retorno da principal categoria do motociclismo ao território brasileiro depois de mais de 20 anos.

Estrutura do evento e ingressos

Os ingressos serão comercializados exclusivamente pela plataforma Eventim Brasil, com limite máximo de quatro bilhetes por CPF. Todos os bilhetes vendidos contemplam os três dias do evento. A modalidade de pagamento prevê parcelamento em até seis vezes sem juros, e os ingressos serão entregues em formato digital (print-at-home), podendo ser acessados via aplicativo da Eventim. (Fonte: Eventim Brasil)

Os preços divulgados variam consideravelmente conforme o setor:

  • Setor A (arquibancada coberta com alimentação): R$ 3.500 (sem meia-entrada)
  • Setor B: R$ 825 (inteira) | R$ 412,50 (meia)
  • Setores C, D e E (arquibancadas provisórias cobertas): R$ 1.799 (inteira) | R$ 899,50 (meia)
  • Setor F: R$ 500 (inteira) | R$ 250 (meia)

O benefício da meia-entrada será aplicado a estudantes, jovens de 15 a 29 anos com ID Jovem, pessoas com deficiência e seu acompanhante, professores e trabalhadores da educação (somente em Goiás), idosos (a partir de 60 anos) e doadores regulares de sangue, mediante comprovação e documentos oficiais.

Além da categoria principal (MotoGP), o evento contará também com ações de Moto2 e Moto3, categorias de acesso que compõem o calendário do campeonato mundial.

Reforma, exigências técnicas e desafio de homologação

Para acolher uma etapa da MotoGP, o Autódromo Ayrton Senna em Goiânia vem passando por uma ampla reforma de adequação à normativas internacionais da FIM. O valor estimado das intervenções gira em torno de R$ 50 milhões. As obras incluem recapeamento da pista, ampliação das áreas de escape, modernização de boxes, instalação de guard-rails e reforço nas barreiras de proteção.

O cronograma prevê que a homologação final seja obtida antes de novembro de 2025, de modo a garantir a operação plena do circuito para testes, treinos e corrida em 2026.

O Autódromo de Goiânia já foi palco da MotoGP entre 1987 e 1989. Com a modernização, o traçado volta a figurar no calendário da principal categoria de motovelocidade mundial.

Expectativas econômicas e impacto regional

Um estudo promovido pelo Instituto Mauro Borges (IMB) estima que o evento possa gerar impacto de mais de R$ 868 milhões na economia de Goiás. São considerados gastos com hospedagem, alimentação, transporte, comércio local e serviços correlatos. O estudo projeta ainda a geração de aproximadamente 4 mil empregos diretos e indiretos durante o período preparatório e de realização do evento.

A previsão de público ultrapassa 150 mil pessoas, com cerca de 12% vindas do exterior e 32% de outros estados brasileiros. Estima-se arrecadação tributária significativa, com ICMS e ISS somando em torno de R$ 130 milhões.

O evento terá vigência de cinco anos, com Goiânia sendo palco das etapas brasileiras do MotoGP até 2030.

Desafios e pontos de atenção

Embora o panorama seja promissor, existem desafios a serem superados:

  1. Homologação técnica e certificações internacionais — as exigências da FIM e dos organizadores globais são rigorosas e qualquer falha pode comprometer a etapa.
  2. Integração logística e infraestrutura urbana — a cidade de Goiânia e municípios vizinhos precisarão absorver o fluxo adicional de visitantes, com demandas por transporte, mobilidade urbana, segurança e serviços de apoio.
  3. Controle de custos e transparência — dada a magnitude da obra e dos investimentos públicos, haverá atenção redobrada de órgãos de fiscalização e sociedade em relação a prazos, qualidade e responsabilização.
  4. Equilíbrio entre preços e acessibilidade — os valores já divulgados geram críticas quanto à viabilidade de acesso para o público médio; manter um equilíbrio entre patrocínios, receitas e democratização será vital.

Tags: MotoGP, Goiânia, Brasil, ingressos, autódromo, reforma, evento esportivo, turismo, motovelocidade, impacto econômico

Marcus

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