Goiás investe em expansão de rede pluviométrica para monitorar chuvas em tempo real
Estado adquire 180 novos sensores automáticos e passa a cobrir 100% dos municípios; medida se soma à Operação Goiás Alerta e Solidário

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) anunciou nesta terça-feira (30) a aquisição de 180 novos pluviômetros automáticos, destinados a fortalecer e ampliar o sistema de monitoramento de chuvas em Goiás. Junto aos cerca de 100 já operantes, os novos equipamentos permitirão ao Estado atingir cobertura plena: ao menos um sensor por município, totalizando 246 instalados.
O investimento, que custou cerca de R$ 7 milhões, provém de recursos do Fundo Protege e visa transformar Goiás em referência nacional em monitoramento meteorológico em tempo real.
Cobertura completa e atualização rápida
Segundo André Amorim, gerente do Cimehgo (Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás), a nova rede permitirá gerar dados a cada 10 minutos, com alcance em todos os municípios goianos. Ele destaca que, em outros estados, a atualização de observações pluviométricas pode levar até 24 horas.
“Ter uma rede que fornece dados rápidos, e de todos os municípios, é importante para que o poder público consiga tomar as decisões mais adequadas.”
Com a expansão, Goiânia, que já contava com dez pluviômetros, passará a ter 25. Em Aparecida de Goiânia, o número sobe de um para três. Na cidade de Goiás, onde são frequentes transbordamentos do Rio Vermelho, será instalada também uma estação hidrológica, ampliando ainda mais o monitoramento de eventos extremos.
Integração com operações de alerta e prevenção
O anúncio foi realizado em ato que lança a Operação Goiás Alerta e Solidário 2025/26, iniciativa que congrega órgãos públicos com o objetivo de mitigar os impactos de temporais e auxiliar comunidades vulneráveis, especialmente as localizadas em áreas de risco.
A nova rede de pluviômetros é parte essencial dessa estratégia, funcionando como alicerce técnico capaz de alimentar sistemas de alerta, orientar previsões locais mais precisas e antecipar ações de proteção civil.
Desafios históricos e contexto técnico
Historicamente, registros apontam fragilidades na cobertura hidrometeorológica em Goiás. Já em 2024, relatórios sobre estações fluviométricas indicavam que grande parte dos equipamentos estaduais apresentava série de dados insuficiente ou irregular.
Dados públicos da Rede Hidrometeorológica Nacional, gerida pela Agência Nacional de Águas (ANA), ressaltam que estações pluviométricas e fluviométricas têm função estratégica: captar volumes de chuva, evaporação, vazão e qualidade da água.
Expectativas e impactos
Com a implementação dos novos sensores, espera-se:
- Melhor tomada de decisão em emergências relacionadas a chuvas intensas e cheias;
- Redução de prejuízos humanos e materiais em áreas vulneráveis;
- Fortalecimento das capacidades municipais em planejamento urbano e prevenção de eventos extremos.
Embora o anúncio seja promissor, o desafio será manter a rede funcional, com manutenção regular e comunicação eficaz dos dados ao público e autoridades. A eficiência desse sistema depende também de integração técnica e operacional entre órgãos meteorológicos, defesa civil e prefeituras municipais.
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