Goiânia terá força-tarefa para eliminar fios soltos em até dois anos, anuncia prefeito Sandro Mabel
Medida é resposta à morte de adolescente eletrocutada durante temporal; prefeitura mobiliza empresas de energia e telecomunicações para fiscalização e retirada da fiação irregular

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), anunciou nesta quinta-feira (25) a criação de uma força-tarefa para retirar fios soltos e irregulares que se acumulam nos postes da capital. O prazo estimado para a conclusão do trabalho é de dois anos, com a promessa de que a fiscalização será permanente após a conclusão da operação.
A decisão ocorre em meio à repercussão da morte de Nathaly Rodrigues do Nascimento, de 17 anos, vítima de descarga elétrica ao pisar em um fio energizado durante um temporal na cidade, no último dia 23. O caso expôs de forma trágica os riscos da fiação solta, muitas vezes abandonada ou sem identificação de origem.
Mobilização interinstitucional
De acordo com Mabel, a iniciativa envolverá a Prefeitura de Goiânia, o Ministério Público, a Equatorial Energia e empresas de telecomunicações. A operação terá início em outubro, com três a quatro equipes atuando simultaneamente em diferentes pontos da cidade.
“É uma questão de ordem pública e de segurança. Não podemos conviver com cabos largados nos postes, muitos deles sem qualquer uso. As empresas toparam participar, mas agora será diferente: quem não se adequar perderá o direito de manter cabos instalados”, afirmou o prefeito em entrevista coletiva.
Empresas sob fiscalização
Segundo dados da prefeitura, Goiânia conta com 102 operadoras de telecomunicação, das quais mais da metade atua sem autorização formal. Muitas delas utilizam os postes de energia elétrica para fixar cabos de internet e TV a cabo sem identificação, o que dificulta a responsabilização em casos de acidentes.
Mabel ressaltou que, a partir da operação, será obrigatória a identificação de cada fio nos postes. “Operadora que não colocar a plaquinha de identificação terá o cabo retirado, esteja ele em funcionamento ou não. Fio sem dono não pode existir”, destacou.
Estrutura permanente
Após a retirada da fiação ociosa e irregular, a prefeitura pretende manter uma equipe dedicada exclusivamente à fiscalização da rede aérea na cidade, para evitar que o problema volte a se repetir. O prefeito afirmou que o objetivo não é apenas organizar a infraestrutura urbana, mas também garantir a segurança dos moradores.
“A tragédia que vitimou a Nathaly não pode ser esquecida. Esse episódio reforçou a urgência de medidas firmes. Goiânia precisa ser uma cidade segura também nesse aspecto”, declarou Mabel.
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