Vila Nova empata com Cuiabá e demite Paulo Turra após seis jogos sem vitória na Série B
Tigre busca virada, mas volta a falhar defensivamente, amplia jejum e diretoria decide encerrar ciclo do treinador no OBA
O empate em 2 a 2 com o Cuiabá, na noite desta quarta-feira (24), no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), não apenas ampliou para seis a sequência de jogos sem vitória do Vila Nova, mas também marcou o fim da passagem de Paulo Turra no comando da equipe. A diretoria colorada anunciou a saída do treinador ainda nos vestiários, pressionada por resultados abaixo do esperado e pelo descontentamento crescente da torcida.
Um jogo intenso, mas sem final feliz
Em campo, o roteiro reforçou a fase instável do Tigre. O Cuiabá abriu o placar logo no início da etapa final com Juan Christian, ex-Vila, que respeitou o ex-clube ao não comemorar. O time goiano reagiu com gols de João Vieira e Júnior Todinho, chegando a virar o marcador. No entanto, a fragilidade defensiva voltou a aparecer, e Alisson Safira, bem posicionado, empatou novamente para os visitantes.
Apesar de algumas defesas decisivas de Halls nos minutos finais, o Vila não conseguiu transformar o esforço em vitória diante de pouco mais de 2 mil torcedores presentes. O resultado manteve a equipe na 11ª colocação, com 37 pontos, mas sem perspectivas concretas de aproximação do G-4.
Crise de desempenho e desgaste interno
A campanha recente pesou na decisão da diretoria. Desde a chegada de Paulo Turra, o time não conseguiu consistência em campo, acumulando falhas defensivas e baixa produção ofensiva. O jejum de vitórias e a queda de rendimento em jogos-chave acirraram as críticas da torcida, que já pedia mudanças antes mesmo do confronto com o Cuiabá.
Nos bastidores, a saída foi tratada como inevitável. Segundo fontes próximas ao clube, a diretoria avaliou que a falta de reação imediata poderia comprometer ainda mais a reta final da Série B.
Reorganização urgente
Com a demissão confirmada, o Vila Nova busca um novo nome para comandar a equipe e tenta reagir em um momento decisivo da competição. A meta é recuperar o desempenho competitivo e afastar qualquer risco de aproximação da zona de rebaixamento, ao mesmo tempo em que tenta manter vivo o objetivo inicial da temporada: brigar pelo acesso.
A escolha do próximo treinador será determinante para definir se o Tigre conseguirá reencontrar estabilidade ou se a temporada terminará marcada pela frustração.
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