Sobrinha que aplicou golpe milionário contra tios em Jataí volta a ser presa por descumprir medida judicial
Jovem de 24 anos é acusada de enganar familiares com falso enredo envolvendo facção criminosa e Judiciário; prejuízo estimado chega a R$ 400 mil
A Polícia Civil de Goiás prendeu novamente, em Jataí, no sudoeste do estado, uma jovem de 24 anos acusada de aplicar um golpe milionário contra os próprios tios. A suspeita, que já havia sido detida em junho deste ano, voltou para a prisão preventiva após descumprir medida protetiva que determinava distância das vítimas.
Segundo o Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic), a decisão de mantê-la em liberdade provisória após a primeira prisão estava condicionada ao cumprimento rigoroso da determinação judicial. No entanto, ao se aproximar dos tios, a acusada desrespeitou a ordem e teve a preventiva decretada.
O golpe
De acordo com as investigações, a jovem convenceu os tios a lhe transferirem cerca de R$ 400 mil ao longo de meses, sustentando uma narrativa fictícia de que ambos estariam jurados de morte por integrantes de facções criminosas.
Para sustentar a fraude, a suspeita enviava mensagens falsas, alegando tratar-se de comunicações oficiais do Poder Judiciário e de forças de segurança. Nos textos, afirmava que havia uma recompensa de R$ 120 mil para a execução da tia, o que teria levado o casal a acreditar que estavam sob vigilância constante.
A partir desse enredo, a jovem os induziu a arcar com supostas despesas de “proteção”, incluindo viagens para cidades turísticas em Goiás e no Nordeste, aquisição de roupas e outros gastos que seriam posteriormente “ressarcidos pelo Judiciário”.
Confissão e estilo de vida de luxo
Após a primeira prisão, em uma casa de alto padrão em Jataí, a jovem confessou ter forjado toda a trama para extrair recursos da família. Os valores recebidos foram utilizados para financiar uma vida de conforto, segundo a polícia.
O delegado Marlon Luz, responsável pelo caso, afirmou que a sofisticação do golpe se baseava em manipulação psicológica e uso de informações sensíveis para intimidar as vítimas. “Ela criou um cenário convincente de ameaça, fazendo com que os tios acreditassem que estavam sob risco real e que o dinheiro era a única forma de proteção”, explicou.
Situação atual
Com a prisão preventiva decretada, a acusada permanece à disposição da Justiça. O processo segue em andamento, e ela responderá por estelionato qualificado e pelo descumprimento de medida judicial.
A Polícia Civil destaca que o caso serve como alerta para golpes que exploram laços familiares e utilizam o medo como ferramenta de manipulação. A investigação segue em busca de identificar se houve participação de terceiros na prática criminosa.
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