Rapper Hungria recebe alta após suspeita de intoxicação por metanol em Brasília
Após quatro dias de internação no Hospital DF Star, artista apresenta boa recuperação e seguirá tratamento em casa; Ministério da Saúde investiga aumento de casos de contaminação por álcool adulterado

O rapper Hungria Hip Hop, de 34 anos, recebeu alta médica neste domingo (5) após permanecer internado por quatro dias no Hospital DF Star, em Brasília, onde foi tratado por suspeita de intoxicação por metanol, substância tóxica presente em bebidas alcoólicas adulteradas.
De acordo com o boletim médico divulgado pela unidade de saúde, o cantor apresentou “excelente evolução clínica”, mantendo parâmetros vitais estáveis e sem risco iminente de complicações. A equipe médica orientou que Hungria continue sob acompanhamento domiciliar, com monitoramento dos sintomas e retorno para reavaliações médicas nos próximos dias.
A suspeita de intoxicação surgiu após o cantor relatar mal-estar e sintomas neurológicos compatíveis com exposição ao metanol — substância frequentemente utilizada em bebidas falsificadas e altamente perigosa mesmo em pequenas quantidades. Embora tenha sido submetido a exames laboratoriais específicos, os resultados definitivos ainda não foram divulgados.
Fontes próximas ao artista informaram que Hungria foi internado de forma preventiva, após ingerir uma bebida durante confraternização. O caso reacende o alerta sobre o consumo de produtos alcoólicos sem procedência comprovada, que podem conter contaminantes letais.
Segundo o Ministério da Saúde, até este sábado (4) o Brasil registrava 14 casos confirmados de intoxicação por metanol e outros 181 em investigação. A pasta reforçou que os episódios mais recentes concentram-se nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, e que os sintomas variam de dor de cabeça e confusão mental a cegueira temporária ou morte, dependendo da dose ingerida.
Hungria, natural de Brasília, é um dos principais nomes do rap nacional, conhecido por sucessos como “Dubai”, “Beijo com Trap” e “Lembranças”. O artista tem mantido discrição sobre o caso e não se pronunciou publicamente desde a internação.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) acompanha a investigação para determinar a origem da bebida que teria causado a intoxicação. Casos semelhantes vêm sendo apurados em diferentes estados, com apreensões de lotes de bebidas clandestinas em Goiás, Minas Gerais e São Paulo.
Autoridades de saúde reforçam que o metanol não é seguro para consumo humano e que qualquer suspeita de contaminação deve ser imediatamente comunicada à vigilância sanitária local.
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