Procon Goiânia identifica variação de até 126,45% nos preços da cesta básica na capital
Levantamento em nove estabelecimentos revela diferenças expressivas em frutas, farináceos e laticínios; custo total da cesta sobe 1,93% no comparativo recente

Pesquisa divulgada pelo Procon Goiânia aponta disparidade significativa nos preços de itens essenciais da cesta básica comercializados na capital. O levantamento, realizado entre os dias 6 e 10 de fevereiro de 2026 em nove supermercados e atacadistas, analisou 30 produtos e identificou variações que ultrapassam 120% em alguns casos.
A maior oscilação foi registrada na banana prata, com diferença de 126,45% entre o menor preço encontrado, de R$ 3,97, e o maior, de R$ 8,99. A banana nanica apresentou variação de 100,29%, com valores entre R$ 3,49 e R$ 6,99. Entre os industrializados, a farinha de mandioca Yoki 500g oscilou 89,56%, enquanto a margarina Qualy 500g teve variação de 87,83%. O leite integral Italac registrou diferença de 63,23%.
A discrepância tem impacto direto no orçamento doméstico. Considerando apenas esses cinco produtos, o consumidor pode gastar R$ 24,34 ao optar pelos menores preços ou R$ 46,92 se adquirir pelos maiores valores — uma diferença de R$ 22,58 em uma compra pontual.
Em contraste, alguns itens apresentaram variações mais moderadas. O feijão Barão 1 kg oscilou 24,08%; o leite Piracanjuba, 26,33%; o açúcar Ecoçúcar 5 kg, 27,02%; o tomate comum, 28,61%; e o arroz Cristal 5 kg, 30,85%. Ainda assim, mesmo nessas categorias, a diferença acumulada entre menor e maior preço pode representar economia de R$ 15,50 em apenas cinco produtos.
O valor total da cesta básica pesquisada atingiu R$ 657,65 em fevereiro de 2026. No comparativo com novembro de 2025, quando o custo era de R$ 645,22, houve aumento de 1,93%. A composição segue os parâmetros nutricionais estabelecidos pelo Decreto-Lei nº 399, que define a cesta básica como conjunto de alimentos suficientes para suprir as necessidades mensais de um trabalhador adulto, com base em critérios calóricos e nutricionais.
A metodologia do Procon considera preços expostos ao consumidor no momento da coleta, sem incluir promoções condicionadas a programas de fidelidade. O órgão ressalta que nem todos os itens estavam disponíveis em todos os estabelecimentos e que os valores podem variar inclusive entre unidades da mesma rede, em razão de políticas comerciais e logística de abastecimento.
A pesquisa ocorre em um cenário de pressão inflacionária sobre alimentos in natura e industrializados, frequentemente influenciados por fatores como sazonalidade agrícola, custos de transporte e variações na cadeia de suprimentos. Produtos hortifrutigranjeiros, como banana e tomate, tendem a registrar maior volatilidade devido à dependência de condições climáticas e oferta regional.
O Procon orienta consumidores a comparar preços antes da compra, verificar prazos de validade e observar as condições de armazenamento. O órgão também lembra que o Código de Defesa do Consumidor assegura substituição imediata ou restituição do valor pago em caso de produto vencido, adulterado ou impróprio para consumo.
A recomendação técnica é que o consumidor adote planejamento prévio, priorize itens essenciais e avalie custo-benefício, considerando não apenas marcas consolidadas, mas também qualidade, procedência e orçamento disponível. Em um cenário de variações expressivas, a pesquisa de preços permanece como principal instrumento de proteção econômica do consumidor.
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