24 de fevereiro de 2026
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Prefeitura de Goiânia mantém 148 veículos inservíveis em pátio desativado e aguarda leilão para alienação

Frota retirada de circulação permanece em antiga área da Companhia de Urbanização de Goiânia enquanto administração prepara avaliação técnica e processo de venda pública
Na saída para Bela Vista de Goiás, tem carros e motos do poder público se desgastando sob sol e chuva (Diomício Gomes / O Popular)

Um conjunto de 148 veículos pertencentes à Prefeitura de Goiânia permanece armazenado a céu aberto na antiga estação de transbordo da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), no Setor Fazenda Vau das Pombas, nos fundos do Cemitério Municipal Vale da Paz. O espaço, desativado para a finalidade original de recebimento temporário de resíduos sólidos, passou a abrigar carros, motocicletas, utilitários e outros veículos classificados como inservíveis pela administração municipal.

Os bens, segundo o Paço, foram formalmente retirados de circulação e destinados à alienação. A justificativa oficial aponta elevado custo de manutenção, inviabilidade técnica de recuperação, obsolescência operacional e antieconomicidade para permanência em uso. Parte da frota estaria sem utilização há mais de cinco anos.

Guarda provisória e entraves administrativos

A Prefeitura informa que os veículos foram inicialmente removidos da operação e entregues à guarda do leiloeiro contratado no âmbito do Contrato Administrativo nº 007/2025. Contudo, após a rescisão unilateral do contrato de locação do pátio anteriormente utilizado, houve necessidade de transferência provisória para área vinculada à Comurg.

A companhia municipal confirma que o local é de sua propriedade, encontra-se desativado e interditado, e permanece sob vigilância. Além dos 148 veículos da administração direta, o pátio também abriga 24 caminhões pertencentes à própria Comurg, igualmente classificados como inservíveis ou com impedimentos judiciais decorrentes de gestões anteriores.

Apesar da destinação formal à venda, os veículos ainda não possuem laudos individuais de avaliação atualizados — etapa obrigatória para definição do valor mínimo de alienação. Segundo a Prefeitura, o processo encontra-se em fase final de regularização administrativa, incluindo conferência documental, regularização cadastral e elaboração dos laudos técnicos que subsidiarão o edital de leilão.

Sem essa avaliação, não há estimativa oficial do montante que poderá ser revertido aos cofres públicos. Os valores históricos de aquisição constam nos registros patrimoniais, mas variam conforme modelo, ano e processo de compra.

Contraste com nova licitação para locação

A permanência da frota sucateada ocorre paralelamente a um processo licitatório para locação de 227 veículos destinados a diversas pastas municipais, entre elas a Secretaria Municipal de Administração, a Guarda Civil Metropolitana e a Secretaria de Engenharia de Trânsito. O custo anual estimado inicialmente superava R$ 29 milhões, posteriormente revisto para cerca de R$ 22,7 milhões após questionamentos de empresas interessadas.

O processo encontra-se em fase de julgamento de propostas, conforme registros do Portal da Transparência, ainda sem homologação definitiva. A administração sustenta que a locação atende à necessidade de renovação operacional da frota, evitando custos elevados de manutenção de veículos antigos.

No ano anterior, a política de contratação de veículos gerou debate público após a aprovação da locação de SUVs blindados para uso institucional do gabinete do prefeito, iniciativa que foi posteriormente revista após recomendação do Ministério Público.

Eficiência patrimonial e gestão de ativos

Especialistas em gestão pública observam que a alienação tempestiva de bens inservíveis é instrumento relevante de racionalização patrimonial. A demora na avaliação e na realização do leilão pode resultar em depreciação adicional dos ativos, especialmente quando armazenados em condições expostas à variação climática.

A Prefeitura afirma que, concluídas as etapas técnicas e administrativas, o leilão será realizado e os recursos arrecadados retornarão ao erário. Até o momento, contudo, não há cronograma público definido para a efetiva alienação dos 148 veículos.

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Marcus

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