Prefeitura de Goiânia inicia reordenamento da Avenida Anhanguera e aposta em regularização com apoio social aos ambulantes
Ação coordenada pela Sefic alia organização do espaço público, diálogo com comerciantes e alternativas formais de trabalho para fortalecer a economia do Centro

A Prefeitura de Goiânia deu início a um processo estruturado de reordenamento urbano na Avenida Anhanguera, um dos principais eixos comerciais e de mobilidade da capital, com foco na organização do espaço público e na orientação dos vendedores ambulantes que atuam de forma irregular na região central. A iniciativa é conduzida pela Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic) e integra um conjunto mais amplo de medidas voltadas à revitalização econômica e urbana do Centro.
A intervenção atende a uma demanda formalizada pela Associação Comercial e Industrial do Centro de Goiânia e Adjacências (Acic), que aponta impactos negativos da ocupação irregular das calçadas e vias públicas, especialmente no que se refere à concorrência com estabelecimentos que cumprem integralmente as obrigações fiscais, trabalhistas e urbanísticas previstas em lei.
A operação contou com atuação conjunta da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), da Secretaria Municipal de Mobilidade e da Guarda Civil Metropolitana (GCM), garantindo abordagem integrada, orientação técnica e segurança durante os trabalhos de campo. Os ambulantes foram notificados e receberam informações detalhadas sobre as mudanças previstas, bem como sobre os caminhos disponíveis para a regularização da atividade comercial.
Segundo o secretário municipal de Eficiência, Fernando Peternella, a diretriz da gestão é combinar ordenamento urbano com responsabilidade social. De acordo com ele, a administração municipal tem apresentado alternativas concretas para que os trabalhadores possam continuar exercendo suas atividades de forma legalizada, em espaços apropriados e com suporte institucional. Entre as opções ofertadas estão a realocação para a Feira Hippie, a Feira da Madrugada ou a instalação em galerias comerciais da Região da 44, conforme o perfil e a escolha de cada comerciante.
Peternella destacou ainda que o prefeito Sandro Mabel determinou acompanhamento individualizado aos ambulantes impactados, com apoio técnico e social. “A orientação é assegurar soluções viáveis, que respeitem a dignidade dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, promovam a organização do espaço urbano e o fortalecimento do comércio formal”, afirmou.
Para o presidente da Acic, Antônio Alves Ferreira Filho, a ação representa um avanço relevante para a recuperação econômica do Centro de Goiânia. Segundo ele, a ocupação irregular compromete a mobilidade, afeta a experiência do consumidor e cria um ambiente de desequilíbrio concorrencial. “A iniciativa da Prefeitura contribui para a revitalização da região central, para a valorização dos lojistas que atuam dentro da legalidade e para a preservação dos empregos formais”, avaliou.
A administração municipal estabeleceu prazo até 28 de fevereiro para que os ambulantes façam a adesão às alternativas de realocação e regularização disponibilizadas. A partir de 1º de março, a permanência em situação irregular nas calçadas e vias públicas poderá resultar na apreensão de mercadorias, conforme determina a legislação municipal vigente.
Como parte do processo, a Prefeitura também determinou o acompanhamento social dos trabalhadores afetados. Durante a ação, equipes da Semasdh realizaram atendimentos para inclusão e atualização no Cadastro Único (CadÚnico), ampliando o acesso a programas e benefícios sociais e reforçando a política de proteção às famílias em situação de vulnerabilidade.
Segundo a gestão municipal, o reordenamento da Avenida Anhanguera integra uma estratégia contínua de reorganização do Centro, com impacto direto na mobilidade urbana, na segurança, no ambiente de negócios e na qualidade de vida de comerciantes, trabalhadores e consumidores que circulam diariamente pela região.
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