Prefeitura assegura controle das lagoas de chorume e anuncia mudança estrutural no tratamento do aterro de Goiânia
Município afirma não haver risco ambiental imediato e confirma início de operação com tecnologia de biorremediação, após processo técnico e licitatório de oito meses

A Prefeitura de Goiânia afirmou que as lagoas de chorume do aterro sanitário da capital estão sob controle permanente e não apresentam risco de transbordamento ou dano ambiental imediato. Segundo a administração municipal, o sistema é monitorado de forma ininterrupta pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), responsável pelo acompanhamento operacional da área.
Em paralelo ao monitoramento, o município anunciou o início da fase final de transição para um novo modelo de tratamento do chorume, que passará a ser executado por uma empresa terceirizada a partir da próxima terça-feira, dia 6. A mudança representa, de acordo com a prefeitura, um passo decisivo para enfrentar um passivo ambiental histórico que se estende há quase duas décadas.
Durante o período de transição, o chorume continuará sendo encaminhado para tratamento na Estação de Tratamento de Esgoto da Saneago, procedimento adotado há aproximadamente 20 anos. A prefeitura informou que mantém tratativas técnicas com a companhia estadual para definir um cronograma seguro e gradual de migração para o novo sistema, sem comprometer a estabilidade ambiental da área.
A empresa contratada utilizará uma tecnologia baseada em biorremediação acelerada, com aplicação de microrganismos autóctones capazes de acelerar a degradação da carga orgânica presente no chorume. Segundo a gestão municipal, o método já é empregado em aterros de grande porte no Brasil e no exterior, com expectativa de apresentar resultados iniciais em até 60 dias, alcançando os parâmetros ambientais exigidos em um prazo estimado de até 250 dias.
A prefeitura destacou que a contratação foi resultado de um processo técnico, licitatório e contratual conduzido ao longo de cerca de oito meses, com análises de viabilidade, segurança ambiental e conformidade legal. O objetivo, conforme o comunicado oficial, é estabelecer uma solução definitiva e sustentável para o tratamento do chorume gerado no aterro sanitário da capital.
No posicionamento divulgado, a administração municipal solicitou compreensão dos órgãos estaduais de controle ambiental, em especial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), para que seja concedido prazo adequado à plena implantação do novo modelo. A prefeitura argumenta que o problema é estrutural, acumulado ao longo de sucessivas gestões, e que somente agora estaria sendo enfrentado com planejamento técnico e solução de longo prazo.
Por fim, o município sustenta que a atual gestão e a população de Goiânia não podem ser responsabilizadas por omissões do passado e afirma que a adoção do novo sistema representa um avanço significativo na governança ambiental e na gestão dos resíduos sólidos da capital.
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