24 de janeiro de 2026
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Postos de Goiânia enfrentam falta de vacina contra a Covid-19 em meio a avanço de síndromes respiratórias

Vacinação é mantida em regime de plantão durante feriado, mas estoques zerados causam frustração e longas filas.
Cartaz na UPA do Jardim América orienta onde se imunizar, mas unidade não tem estoque contra a Covid-19 (Wesley Costa / O Popular)

Enquanto o frio e o tempo seco do mês de maio ampliam os riscos de doenças respiratórias, os postos de saúde de Goiânia enfrentaram, nesta semana, um problema grave: a falta de doses contra a Covid-19. Durante o feriado do Dia do Trabalhador, apenas o Centro Integrado de Atenção Médico Sanitária (Ciams) do Urias Magalhães mantinha estoques disponíveis do imunizante, enquanto unidades como o Centro Municipal de Vacinação (CMV) e a UPA do Jardim América já estavam sem doses.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o problema foi comunicado ao Ministério da Saúde, responsável por abastecer os municípios por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A pasta, no entanto, ainda não informou oficialmente a data de envio das novas remessas. A previsão é de que as vacinas comecem a ser distribuídas aos estados na próxima semana, após liberação do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde.

Goiás esgota estoque, mas nega “desabastecimento”

Segundo Flúvia Amorim, subsecretária de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), o estado já distribuiu todas as doses disponíveis da vacina da Covid-19 e encontra-se com o estoque de frios zerado, embora sem declarar oficialmente “desabastecimento”. “A gente teve esse comunicado do Ministério da Saúde com relação à faixa etária de 12 anos ou mais. Todas as doses foram encaminhadas aos municípios, e agora estamos no aguardo da nova remessa”, esclareceu Flúvia, em entrevista à Rádio CBN.

Cobertura vacinal estagnada e filas nos postos

Mesmo com o esforço para manter a vacinação ativa durante o feriado, os resultados estão aquém do necessário. Apenas 15% da população-alvo em Goiânia recebeu a dose contra a Covid-19 até o momento — um total de 78 mil pessoas. O movimento nos postos, agravado pela escassez de doses, foi marcado por longas filas e queixas de atendimento.

A aposentada Coraci Amaral, de 66 anos, enfrentou fila com mais de 80 pessoas no CMV, mas não desistiu. “É melhor prevenir do que ir parar no hospital. Eu espero o tempo que for”, declarou. Já Édina Maria da Silveira Velasco, de 64, criticou a estrutura do atendimento. “A fila está quilométrica e o atendimento muito precário. As recepcionistas tentam ajudar, mas na triagem a falta de respeito é enorme”, denunciou.

Alta de SRAG acende alerta

A preocupação com a vacinação se intensifica diante dos números alarmantes de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em Goiás. De janeiro até agora, foram 3.200 casos confirmados e 178 mortes, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde. As principais causas apontadas são a Covid-19 e a Influenza.

“Mesmo que tenha fila, mesmo que o tempo de espera seja maior, a recomendação é clara: vacine-se. Crianças, idosos e gestantes são os grupos mais vulneráveis e precisam de proteção agora”, enfatizou Flúvia Amorim.

Quem deve se vacinar?

  • Contra a gripe (Influenza): crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, idosos com 60 anos ou mais, professores, profissionais de saúde, segurança, transporte coletivo, caminhoneiros, pessoas com deficiência ou comorbidades, indígenas, população de rua e pessoas privadas de liberdade.
  • Contra a Covid-19: todas as pessoas a partir de 6 meses de idade, inclusive aquelas que ainda não tomaram nenhuma dose.

Recomendações para prevenção

A SMS reforça orientações básicas para evitar a propagação de vírus respiratórios:

  • Cubra boca e nariz ao tossir ou espirrar;
  • Use máscara em caso de sintomas gripais;
  • Higienize as mãos com frequência;
  • Evite aglomerações e locais fechados.

A falta de doses contra a Covid-19 em Goiânia não é apenas um contratempo logístico — é um sinal de alerta para a saúde pública em meio a uma temporada que favorece a disseminação de vírus respiratórios. Com uma cobertura vacinal estagnada e a população exposta, autoridades precisam acelerar o reabastecimento e aprimorar a comunicação para evitar um novo colapso nos serviços de urgência e internações.

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Marcus

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